Como ter sucesso com franquias

27 dez 2017

 

franquia

Quem o franqueador quer como franqueado? Quer um “homo sapiens” ou um “homo faber”?

Idalberto Chiavenato, em seu livro Administração de Empresas, (McGrawhill – 1982) define “homo sapiens” como “quem sabe pensar e desenvolver estratégias ou táticas de comportamento empresarial ou departamental”; e como “homo faber” aquele “que sabe fazer as coisas ou executar receitas previamente elaboradas, sem, entretanto adequá-las às necessidades mutáveis de sua empresa”.

Muitas pessoas pensam que no franchising basta ser um “homo faber” e executar as receitas previamente elaboradas pelo franqueador que tudo dará certo. Quanto engano! O franqueado não compra um destino, compra uma trajetória experimentada, e como empresário, terá que percorrer a sua própria trajetória, construir sua história, buscando com a marca franqueada um destino bem semelhante ao atingido pelo franqueador.

Para utilizar o aprendizado que a franquia lhe proporciona, é preciso estudar os manuais da franquia, assimilar e colocar em prática tudo que lhe for repassado em treinamentos, e, sobretudo agir com um bom empresário, trabalhando muito para o melhor resultado de sua empresa.

O franqueado precisa aprender “o que fazer” e o “como fazer”; ou seja, entender bem das rotinas operacionais, ora para executar, ora para ensinar. Ele precisa também organizar e controlar as atividades e os resultados da operação, ser o gerente do seu próprio negócio. Como empresário precisa analisar o ambiente competitivo onde sua empresa está inserida, quais as oportunidades, forças, fraquezas e ameaças.

Precisa ainda atuar nos três níveis do negócio: em um momento ele é o diretor da empresa, em outros, o gerente e/ou o executor. Na pequena empresa é assim mesmo, quem pode fazer as atividades mais nobres, pode também fazer as menos relevantes, mas o inverso não é verdadeiro.

Por outro lado, cabe ao franqueador ensinar cada um de seus franqueados a trabalhar, desde o início da operação, com um planejamento orçamentário. Enquanto candidato, o futuro franqueado precisa conhecer o tamanho real das despesas que terá pela frente; se tiver que produzir, precisará saber dos custos, planejamento e controle da produção. No comercial, terá que aprender a comprar, gerenciar o estoque, controlar as mercadorias e saber identificar o ponto de ressuprimento.

E mais, gerenciar vendas com metas previamente estabelecidas, controlar orçamentos, carteira de pedidos, entrega e faturamento. Soma-se ainda os controles dos serviços que a empresa presta aos clientes, e uma gestão financeira eficiente, especialmente, contas a receber, a pagar, fluxo de caixa, relação com bancos, controles contábeis e fiscais. Ou seja, mesmo sendo micro ou pequena empresa o trabalho é macro – há de se trabalhar muito para erguer a empresa!

Uma empresa franqueadora para ser bem sucedida, precisa se preocupar em oferecer aos seus franqueados alguns instrumentos para gestão de suas unidades. Há no mercado vários softwares de gerenciamento de acordo com o segmento de negócios, e as necessidades especificas de cada empresa.

Os franqueados precisam entender que aprender a bem administrar uma empresa leva tempo, é essencial ter tranqüilidade e equilíbrio. Faz parte do processo ser ao mesmo tempo “homo sapiens e homo faber”, e com o melhor desempenho, se fortalecer e tornar o mercado mais difícil para os concorrentes. É preciso percorrer todo o caminho para chegar a um final feliz.

Carlos Ruben Pinto
Associado à ABF – Associação Brasileira de Franchising.
Diretor Executivo da MDS Franchising & Negócios – (31) 3282-6688
www.mdsfranchising.com.br
carlos@mdsfranchising.com.br

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