A Cultura da Gestão Dinâmica

Todas as empresas surgem – ou pelo menos deveriam surgir – com o objetivo de criar lastro, crescerem e prosperarem. No entanto, no meio do caminho encontram os naturais desafios da jornada.

O Planejamento Estratégico resolve essa questão.

Entretanto, o Planejamento Estratégico formal só prospera sobre uma base cultural dinâmica, onde as visões arcaicas de gestão serão apenas dificultadores do processo.

Portanto, ao iniciar a confecção de o Planejamento Estratégico, você deve ter em mente que precisa haver uma vontade efetiva de vencer o jeito antigo de gerir, se abrindo ao novo.

Claro que este processo não se dá como o apertar de um botão onde tudo se modifica de uma hora para outra, mas uma coisa específica e pontual deve ser modificada de forma imediata ao se decidir fazer o planejamento estratégico: a forma de se resolver problemas.

Sim, porque o Planejamento Estratégico parte da premissa de se resolver o problema da equação relacionada à como empreender, prosperar e se perpetuar.

Se já começarmos a resolver essa equação da forma errada, todo o plano já estará comprometido.

E qual é a forma equivocada de nos posicionarmos diante dessa equação? Focar esforço, energia e recursos em tratar prioritariamente as consequências, e não as causas.

Focar nas consequências, na maioria esmagadora dos casos, significa desperdiçar recursos, tempo e energia. O problema é apenas amenizado, contornado ou administrado, mas não resolvido essencialmente. Com isso, a reincidência é certa, e as dores de cabeça são absolutamente garantidas.

Portanto, compreenda: se a sua cultura empresarial – ou de vida – está viciosamente focada em sempre apagar incêndios, pare tudo e compreenda que o ideal é começar imediatamente a agir no que causa os incêndios, para que eles não continuem a surgir, e para que você não continue a adotar a postura de viver para resolver sintomas.

Se observarmos uma determinada ocorrência se repetindo com frequência, facilmente poderemos identificar uma falha no tratamento do problema: estaremos tratando a consequência, e nunca a causa. Quando se começa a tratar a causa, as consequências cessam. 

Então, meu caro leitor, se você quer mesmo iniciar um movimento sério de Planejamento Estratégico para extrair o máximo de seu negócio, entenda que, se você tem a cultura de viver para apagar incêndios na vida, você precisa obrigatoriamente mudar para uma cultura de viver para tratar e eliminar as causas do problema, para que o problema aconteça uma única vez.

Apagar o incêndio é muito importante, claro, mas indispensável é que tomemos as medidas necessárias para que novos incêndios não aconteçam, e aí sim, as coisas fluem adequadamente em um processo de Planejamento Estratégico.

Se as causas fossem a prioridade, gestores economizariam 60% do tempo destinado a questões reativas e conseguiriam aplicar este tempo na efetiva gestão do negócio ou de suas respectivas áreas, para crescimento da organização, ou ainda na parte nobre de abertura de novos mercados ou novas frentes de negócio.

Empresas que vencem essa barreira, habitualmente experimentam um salto de crescimento e de qualidade tática que representa um marco histórico. Mudam de nível e começam a emergir entre os TOPs do mercado de forma natural, sem que haja excessiva dependência de elementos frágeis que se desconstroem naturalmente ao longo da caminhada.

Anderson Coutinho é CEO da CORPORATUM Planejamento Estratégico e Radiestesia Empresarial

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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