Caixa de bombons

Nos próximos anos, cerca da metade das carreiras atuais irá desaparecer

Já dizia Forrest Gump: “A vida é como uma caixa de bombons. Você nunca sabe o que vai encontrar”. Como precisamos aceitar que o outro é diferente de nós e que a vida necessita ser mais leve, simples e doce! Qual aniversariante não se sente surpreendido quando recebe um telefonema, sendo parabenizado? Qual foi a última vez que você enviou um cartão postal para alguém de quem gosta muito? Sinto que devemos voltar a hábitos mais simples e privilegiar a comunicação cara a cara.

Nos próximos anos, cerca da metade das carreiras atuais irá desaparecer. A tecnologia extinguirá 1,8 bilhão de empregos, mas vai devolver 2,3 bilhões de oportunidades. Com a robotização da força de trabalho, muitos empregos deixarão de existir, como os de tarefas repetitivas e simples. São as características “soft” que farão a diferença. Aprender a lidar com gente, fortalecer as boas conexões sociais, resolver problemas complexos. Claro, sabendo usar a tecnologia a nosso favor, obtendo as informações mais ágeis e analíticas, utilizando recursos como o Big Data e o Analytics, para que se tenham as melhores soluções preditivas.

E quais serão os empregos do futuro? Gestão de pessoas e de projetos, marketing, vendas. Profissões que exijam nossas habilidades políticas e de relacionamento. Será necessário usar da criatividade nas artes, esportes, e a empatia na comunicação, saber resolver problemas, liderar com estratégia, empreendedorismo, pesquisa, gestão financeira e desenvolvimento.

Estamos vivendo na era do líder antifrágil, aquele que aprecia a mudança porque sabe que a transformação é a engrenagem do seu desenvolvimento. Não tenha medo do novo e, com leveza, simplicidade e doçura, parta para a ação. Se é para ser, faça acontecer!

No mundo empresarial, utiliza-se o termo “accountability” como sinônimo de responsabilidade pessoal ou atitude individual. Ou você se define como “accountability”, ou vai se sentir paralisado, colocando a culpa no outro, no país, no governo, na empresa, no chefe ou em quem está ao seu lado. Encare o desconforto como a mola propulsora para o seu crescimento transformador.

Inovação não é produto ou tecnologia. Como podemos ajudar a tornar a vida mais simples, barata e eficiente? Ram Charam define muito bem: Inovação é encontrar uma ideia, lapidá-la e convertê-la em algo útil para o seu consumidor.

A transformação digital impacta a sociedade e modifica a vida das pessoas de forma irremediável. Não serão as grandes empresas que engolirão as pequenas, serão as ágeis que deixarão as lentas para trás. As organizações se sentem pressionadas para inovarem digitalmente para manter a sua competitividade. Somos os consumidores da era do imediatismo. Ou a sua empresa se transforma ou morre! Ou a sua empresa se digitaliza ou desaparece!

Os projetos da transformação digital não são somente dos profissionais de TI. Neste momento, é necessário que toda a empresa esteja envolvida. A falta de liderança é uma das maiores barreiras para esse tipo de modernização. A digitalização de uma empresa começa pela forma de pensar, precisamos enxergar o negócio de uma maneira digital.

Tenha certeza de que as questões que dificultam a inovação são de natureza comportamental, como, por exemplo, a dificuldade que as gerações X ou Y possuem para lidar com erros, já mais bem administrada pela geração Z. A propósito, já não era sem tempo, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero seja considerada um crime.

Percebemos que as habilidades humanas estarão sempre no centro das demandas. Como ensina o professor Leslie Willconcks, da London School, “a tecnologia e inteligência artificial irão finalmente tirar o robô de dentro dos humanos”.

E, claro, um robô nunca será como nós, seres humanos, pois ele não tem coração. Se consistirá apenas como o eterno Homem de Lata, do filme “O Mágico de Oz”. Aliás, até o Sr. Spock, de “Jornada nas Estrelas”, é meio humano: “Vida longa e próspera!”.

Eliane Ramos – Presidente da ABRH-MG

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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