Inovar é preciso?

20 set 2017

inovação

 

Atualmente, muito se fala sobre inovação. Algo novo, modismo ou fato consumado?  Afinal, o que falam os grandes mestres sobre inovar?

Senge destaca que a raiz da inovação está na teoria e nos métodos, não na prática. Absorver as melhores práticas, como tem estado em moda, não gera aprendizagem real. Gates convida a reflexão de que a chave do sucesso nos negócios é perceber aonde o mundo se dirige e chegar ali primeiro. Burke salienta que inovar não é reformar, e Drucker corrobora afirmando que as empresas inovadoras não gastam esforços para defender o passado. Todas as inovações eficazes são surpreendentemente simples. Na verdade, o maior elogio que uma inovação pode receber é haver quem diga: Isto é óbvio! Por que não pensei nisso antes?

Jobs salienta que a inovação distingue um líder e um seguidor. Cortella alerta para o cuidado com gente que não tem dúvida. Gente que não tem dúvida não é capaz de inovar, de reinventar, não é capaz de fazer de outro modo. Gente que não tem dúvida só é capaz de repetir. Para ratificar esse ponto de vista, Drucker ressalta que os empreendedores têm em comum um compromisso com a prática sistemática da inovação. Para Chanel, inovação! Não se pode ser inovador para sempre. Eu quero criar clássicos.

Bezos afirma que, você tem que estar disposto a ser mal-entendido se você vai inovar. Isso é realmente um ponto sério. Se você vai fazer alguma coisa que nunca foi feita antes, as pessoas vão entender mal, só porque é novo. No século passado Einstein chamava a atenção sobre ideia. Se, a princípio, a ideia não é absurda, então não há esperança para ela. Enquanto nesse século, Zuckerberg afirma que o maior risco é não correr risco. Em um mundo que muda rapidamente, a única estratégia que certamente falhará é não arriscar.

E o que dizer sobre como pensa o cara que transformou a GE? A inovação está ao seu redor. Você vê o que alguém já está fazendo, adapta isso ao seu local e eleva a novos níveis. Esse processo nunca para. Existe conflito entre esse posicionamento de Welch e o do Senge? Warren diz, quanto mais você aprende, mais você ganha. Que tal juntar a visão de Jack, e os aprendizados mencionados por Buffet e o das organizações de Peter? Seria uma inovação?

Na Grécia antiga, Platão filosofava que a necessidade é a mãe da inovação. Vã filosofia? No século XVII Bacon pondera que o tempo é o maior inovador. No século XXI um nerd tímido, construiu a maior rede social do planeta a partir de…? Nesse mesmo período histórico, pesquisadores norte-americanos trabalhavam arduamente para descobrirem um medicamento para tratar anginas. Descobriram o viagra! Inovação? Acaso? Platão e Bacon também sabiam disso?

Grandes nomes. Visionários. Vários pontos de convergências. Innovate, or not innovate, that’s the question.

Para finalizar, no século I a.c. Pompeu incentivava os marinheiros romanos “Navigare necesse, vivere non est necesse”, o espírito dessa frase foi incorporado e levado aos quatro cantos do mundo por Pessoa. Será que Pompeu me permitiria utilizar essa frase como inspiração para, Inovar é preciso, (sobre)viver é mais do que preciso?

Sandro Ricardo Borges

É Engenheiro Mecânico pela Unesp, com Especializações em Engenharia Ferroviária pela PUCMinas e em Desenvolvimento de Gerentes pela Fundação Dom Cabral/MG, com MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas – EPGE/RJ.

 

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Comentários

  1. Interessante ponto de vista sobre inovação. Parabéns

  2. Parabéns pela matéria me agregou muito

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