Internet das Coisas : Muito além da automação dos afazeres domésticos

22 jan 2016

 

internet das coisas 1 IOT

Internet das coisas ou IOT : Internet of Things é o assunto do momento.
Todos os blogs e sites especializados em tecnologia falam intensamente no tema.
A CES, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, realizada na segunda semana de janeiro de 2016, teve o IOT como maior destaque, roubando o lugar dos SmartPhones e SmartTVs.
Mas afinal, o que a internet das coisas pode mudar no nosso ambiente corporativo?

Precisamos primeiro elucidar aos que não estão muito ligados em novidades tecnológicas, o que é IOT.

Internet das Coisas é uma expressão surgida nos últimos 15 anos, mas com notoriedade nos 3 últimos, onde a indústria de tecnologia fazia previsões de, no futuro, os objetos de nosso cotidiano serem capazes de estabelecer comunicação entre si. A IBM foi uma grande propagadora desse arranjo tecnológico. Por volta de 2001, já exibia vídeos conceituais demonstrando uma famosa geladeira que ao detectar que certo tipo de alimento estava acabando, realiza o pedido de compras direto ao supermercado.

O termo IOT ganhou maior evidência em 2014. Os grandes players do mercado de tecnologia resolveram investir pesado no assunto. Google, Apple, Samsung, Microsoft, todos já investiram em produtos ou aquisição de start-ups relacionadas ao desenvolvimento baseado no conceito IOT, mas na sua grande maioria com foco na experiência doméstica. São produtos que deixam o termostato, as lâmpadas ou seu veículo mais inteligentes.

Porém, de uma forma mais silenciosa, mas não menos importante, outras grandes empresas estão apostando nesses mesmos mecanismos para melhorar a produtividade no campo industrial. A esses esforços, tem se dado o nome de IIOT ou Industrial Internet of Things, ou também, Indústria 4.0.

Com esse novo conceito, máquinas e equipamentos que compõem o chão de fabrica, terão capacidade de comunicação entre si. Essa comunicação M2M (Machine to Machine) vai possibilitar a redução de mão obra, economia de energia, ganhos de produtividade e outros incontáveis benefícios, conforme o arranjo de cada planta.

Para se ter uma ideia do tamanho dessa “revolução”, consultorias especializadas falam em um mercado de US$ 1.9 trilhões até 2019, chegando a US$ 14,2 trilhões em 2030.

Aqui no Brasil, as iniciativas ainda são poucas nesse sentido, mas é importante que empresários e demais lideres fiquem atentos às oportunidades que esse conceito pode agregar às companhias, tais como inovação para fomentar novas receitas, maior dinamismo na utilização de ativos, ampliação significativa de eficiência na cadeia de abastecimento e logística, aprimoramento da produtividade dos funcionários e a viabilização de experiências mais avançadas a clientes em praticamente todos os segmentos.

Hudson Carvalho
CEO da CH Tecnologia
www.chtecnologia.com.br

 

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