TECNOLOGIA E PESSOAS SAUDÁVEIS

A conhecida “insônia” atinge, em média, 60% dos executivos. Você já vivenciou a experiência de acordar sobressaltado no meio da noite, com pensamentos a mil? Esta é a realidade que pode estar bem próxima de muitos de nós, sendo um grave sinal que é preciso se cuidar.

Sim. É verdade e você sabe disto. Talvez ainda não saiba que é urgente buscar soluções para a escassez de bem-estar, do sono repousante, entre outros sinais que merecem toda atenção. Nada de remédios controlados que, no médio prazo, trarão, ainda mais, dificuldades e podem, até mesmo, mascarar a temida e presente depressão entre outros distúrbios psíquicos.

Por mais que ainda haja incomodo e preconceito quando se aborda o tema saúde e distúrbios mentais de executivos e profissionais especializados, sabemos o quanto vem interferindo na saúde física, mental, sócio/emocional, espiritual e financeira do profissional e de suas adoráveis carreiras e empresas.

A nova era da tecnologia exponencial exige, cada vez mais, de líderes e equipes.

Decisões e cobranças em ritmo acelerado, estar sob pressão contínua, novas habilidades esquecidas no manual de gestão, a competitividade com novos modelos de negócios que mudam velozmente, comportamentos regidos pela Inteligência Emocional, são imprescindíveis na bagagem para o exercício dainterdependência de profissionais com o mundo da tecnologia exponencial. 

A Interdependência é o paradigma do nós – “Nós podemos fazer isto; nós podemos cooperar; nós podemos unir nossos talentos e habilidades para juntos criarmos algo maior.”

Emoções mal cuidadas impactam na saúde e produtividade. 

A Organização Mundial de Saúde (OMS), aponta a depressão, síndrome de burnout, síndrome do pânico e distúrbios derivados da ansiedade generalizada, como doenças resultantes, principalmente, do estresse crônico e esgotamento mental e físico que não foram bem administrados. Ainda há o registro, também pela OMS, que em 2020 a depressão será o maior motivo de afastamento do trabalho e esse cenário irá gerar um impacto na economia mundial, aproximadamente, de US$ 1 trilhão por ano.

Ressalto, que as mudanças profundas que estamos vivendo, atingem as pessoas em geral, por diversos motivos, mas, sem dúvida, são marcantes no universo Corporativo.

Esclarecendo: a síndrome de burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. A síndrome do pânico é uma condição associada a crises repentinas de ansiedade aguda, marcadas por muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais aterrorizantes. Depressão é uma doença psiquiátrica crônica e recorrente que produz alteração do humor caracterizada por tristeza profunda e forte sentimento de desesperança. O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle.

Como visto acima, adoecimentos graves andam soltos por aí. 

Considerando que ninguém chega ao topo sem estar bem, como relata Shawn Achor no seu livro, “O jeito Harvard de ser feliz”, o nosso líder, como protagonista, precisa se cuidar sempre para responder bem as exigências que serão cada vez maiores.

Mais uma vez, reforço suas competências como a necessidade de aprendizagem e capacitação contínua, prontidão nas decisões em alta velocidade, características de comportamentos, tais como: a empatia, atenção aos detalhes, resiliência, capacidade de relacionamentos saudáveis entre outros, deverão estar cada vez mais presentes.

De posse de tantas informações vamos nos cuidar e cultivar a felicidade e o bem-estar.

A realidade é que ninguém estará preparado para desafios cada vez maiores, se estiver estressado, sonolento e cansado. As empresas não optam por profissionais desgastados. E, ainda, há o agravante do líder, pelo exemplo, deixar times de trabalho com o mesmo perfil adoecido.

O que vivemos, se torna parte de nós, nossa realidade e não há como negar.

Apesar das experiências serem individuais, há algumas pontuações a considerar:

  1. Tenha claro que dormir não é perda de tempo, mas é vital para a sua saúde.
  2. Encontre seu próprio limite em um mundo que se apresenta sem limites a partir da revolução digital e trabalhe para conseguir uma rotina equilibrada.
  3. Cuide dos pensamentos.
  4. Desligue o smartphone que prolonga o expediente e o cansaço. A luminosidade das telas, à noite, engana a produção de melatonina e, mais uma noite sem o descanso necessário.
  5. Meditação e yoga mudam o foco e ajudam a sair da tensão.
  6. Pratique a respiração profunda. Que delícia!
  7. Envolva-se em uma causa altruísta. Adquira outro significado de vida.
  8. Desenvolva o bom humor, o otimismo e experimente maior resiliência.
  9. Ressignifique suas experiências. Abra-se a um novo modelo mental.
  10. Troque o carro por caminhadas, sempre que possível.
  11. Saiba que o álcool compromete o sono.
  12. Desenvolva a auto-observação como estilo de vida, alimentação e exercícios físicos. Sendo possível, mantenha-se no peso adequado.

Com pitadas diárias de carinho e atenção, saiba o quanto você é importante. Cuide-se, relaxe, diminua as luzes e, quando possível, se entregue ao nada para fazer. Encontre, no equilíbrio, a renovação que nos confere a força necessária para avançarmos no crescimento contínuo e mudança. Saiba que nada se encontra fora de você. 

“As emoções não expressas nunca morrem. Elas são enterradas vivas e saem nas piores formas mais tarde.” (Sigmund Freud, 1856-1939).

Nossos hábitos diários refletem nossos valores mais profundos. Dormir é um diferencial competitivo para você e sua empresa. O investimento em promoção de saúde e, consequente, bem-estar e felicidade, gera lucro para todos.

Durante todo meu percurso de carreira, não consigo me lembrar de ambientes de trabalho inovador onde existisse estresse, ansiedade e medo do fracasso em níveis alterados e desmotivação causadas, principalmente, pelo cansaço de times e líderes.

Seja um exemplo para seus times de trabalho!

Efigenia Wend – CEO Upside Group

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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