6 lições do CEO da Easy Táxi para se trabalhar em uma startup

As startups buscam pessoas que são criativas e que gostem de inovar na busca por soluções e não estão preocupados com hierarquia

A Easy foi o primeiro app de táxi do Brasil e é um dos exemplos brasileiros da cultura de startups ao longo dos últimos seis anos. O tamanho reduzido é um dos estereótipos mais propagados sobre startups, mas é na agilidade e na adaptabilidade que reside o verdadeiro trunfo de empresas inovadoras e pioneiras como a Easy, que manteve um ambiente centrado em iniciativa nas ações, criatividade nas soluções e paixão pela inovação enquanto cresceu para atuar em nove países e 400 cidades.

“Competência técnica e gestão devem andar alinhados”, disse Bruno Mantecón, CEO Brasil da Easy. “Hoje, temos que buscar e adicionar às pessoas novas capacidades: engajamento do time, confiança, valores, propósito, pertencimento, etc. Para isso, devemos atrair, desenvolver, otimizar e reter talentos”. O executivo elencou seis importantes lições de negócios para fomentar a cultura de startups em suas empresas.

1) Tecnologia é meio, inovação é solução

A aplicação de tecnologia da informação, como o uso de dados, para aprimorar a experiência é certamente importante, mas há mais do que isso. A inovação deve estar presente em todas as áreas e pode ser um processo que é imperceptível para os consumidores. Mudar um botão de lugar no app, por exemplo, pode facilitar a vida dos usuários, multiplicar os resultados e ser uma sugestão recebida pela central de atendimento. “A tecnologia é um meio para inovarmos, ainda que ela nos permeie sempre pelo nosso modelo de negócios. A inovação está na nossa busca por facilitar a vida do passageiro e do motorista”, revela Mantecón. “A escolha da solução pode ser a última palavra em tecnologia ou uma abordagem diferente do processo”. Ainda assim, é importante aliar a equipe de tecnologia e também de UX para trazer os melhores resultados.

2) Atitude vale mais que o diploma do MIT

As startups buscam pessoas que são criativas e que gostem de inovar na busca por soluções e não estão preocupados com hierarquia. Um projeto pode ser liderado por um analista e ter um diretor compondo a equipe, porque o que conta é o comportamento dos membros do grupo. “A atitude de identificar, buscar soluções e conectar a todos não está relacionado a diplomas. Saber lidar com uma equipe multidisciplinar e com pessoas tão diferentes é um desafio e que resulta em diferentes soluções para todas as áreas da empresa.”, diz o CEO da Easy.

3) Não é necessário saber todas as respostas

Esse é outro desafio das startups e dos colaboradores: é possível que ninguém tenha uma resposta efetiva e a equipe tem que lidar com o problema de forma criativa. “Podemos ter uma oportunidade de criar algo conjunto por não haver precedentes no mercado. A liderança ou um especialista podem não ter a resposta, mas deve encarar o problema de frente e ajudar a construir a resposta com todos. Tentar rápido, errar rápido e aprender rápido.”, diz o CEO. “A geração millennial vê hoje em um emprego a capacidade de aprender e dar um sentido para tudo. As startups buscam resolver um problema cotidiano com uma nova abordagem”. Um dos exemplos da empresa foi o Easy Connect, que permite conectar o usuário com o taxista que está na sua frente. “Havia muitas reclamações de passageiros que queriam usar um táxi já estacionado na saída de eventos corporativos, de bares, aeroportos e casas noturnas. Eles não queriam esperar um outro veículo. A solução veio no meio de uma reunião com várias equipes e ninguém sabia se era possível tecnologicamente”, afirma o executivo.

4) Testar, errar, aprender e corrigir faz parte do negócio

Sem respostas prontas, não há um parâmetro das melhores práticas para muitas iniciativas e testar é o caminho para atingir os objetivos. Isso significa que haverá erros, refações e aprendizados. Por isso é importante ter um pensamento crítico focado na solução de problemas. “Assumir o erro rapidamente e aprender para atingir os resultados são atitudes mais nobres que achamos. Há dias ruins, seja profissional ou pessoal, e não podemos insistir no erro ou culpar-nos. Nesse momento, olhe para o lado e relembre como a equipe está junto”, aconselha o CEO da Easy.

5) Senso de Dono

Os times de startups começam pequenos, com troca de ideias frequente e fluxo de informação intenso entre todas as áreas de atuação. Essa força de vontade, colaboração e compartilhamento de diferentes experiências e mind set de aprender com o próximo não devem ser perdidos por processos ou com o crescimento da empresa. “Um analista pode trazer uma solução ou visão inovadora para mim, para um diretor, um desenvolvedor ou um colaborador de outro país. Ele será ouvido e considerado” afirma Mantecón. As equipes precisam estar abertas e interagindo para se beneficiarem da sua diversidade, compreenderem os problemas da empresa e fomentarem a criação de novas soluções. “Diversas empresas estão buscando estruturas com squads, design thinking, agile scrum, action learning e outras metodologias que trazem agilidade, aprendizados e engajamento dos colaboradores. O senso de dono é uma parte de todos nós aqui e alguém com perfil menos colaborativo pode sentir-se deslocado. Isso não é bom para a pessoa e não é bom para a empresa. Pessoas erradas sobrecarregam as certas.”, diz o CEO da Easy. Mas para aprender em conjunto…

6) A inteligência emocional tem que ser parte do skill set

O novo colaborador precisa ter habilidades de autopercepção e de gerenciar emoções.  Uma pesquisa da McKinsey apontou que a inteligência emocional será o fator essencial de gestão até 2030. “Autoconsciência, autodomínio e propósito são competências que permitem usar as emoções para facilitar o entendimento e criar resiliência na equipe”, conclui Bruno.

Para o executivo, a empresa pode ajudar a aflorar essas competências no indivíduo, ainda mais em uma estrutura horizontalizada e com fácil comunicação com a alta gestão. “A Gestão também deve fazer sua parte e ter o propósito claro e comunicado de maneira transparente. Com isso, todos podem tomar as melhores decisões para a companhia em vez de fazer projetos erráticos Pensar antes de agir, explicar e não justificar e acima de tudo, empatia é chave para o sucesso. As pessoas sentem empatia quando são ouvidas, passam a ter paixão e assim, a criatividade e inovação florescem.”, aconselha Bruno.

Fonte: Mundo RH

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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