Liderança : Situação Esquecida

sem destino certo

Um comportamento típico de alguns motoristas é nunca parar para pedir ajuda quando estão perdidos. Quem sabe seja um mal hereditário transmitido desde quando Colombo e Cabral indo para as Índias se “perderam” e vieram parar aqui do outro lado do Atlântico.

Tivessem perguntando para alguém…

Deixando o humor de lado, tenho testemunhado o mesmo descuido de muitas organizações com não apenas a melhor, mas a única solução para a maioria de seus problemas.

Muitas estão perdidas em meio aos seus desafios e, não raro, dedicando seus melhores esforços – mas na direção errada.

Não poucas acreditaram ser a melhor forma de colocar tudo em ordem implantar um ERP, até descobrirem que tirariam tudo de ordem até terem as coisas um dia em ordem, isto para as que não se perderam no caminho e não chegaram até este ponto da travessia.

Outras, acreditaram bastar apenas ter as pessoas certas, até descobrirem não terem as pessoas certas para encontrarem e manterem as pessoas certas. Buscaram a quem chamavam de talentos e sofreram, pois os talentos não se entenderam muito bem e não tiveram quem os orientasse.

Algumas perseguiram a eficiência através de processos, talvez pensando que ambos são a mesma coisa, talvez acreditando que processos sempre levam a eficiência, esquecendo quantos processos há sem qualquer eficiência e quanta eficiência é possível mesmo sem processos.

Houve também as que diante dos desafios apertaram os cintos e cortaram todas as despesas. Especialmente as menos necessárias. Pela ordem: cafezinho, despesas de viagens, contratações, aumentos por mérito, promoções e treinamentos (desenvolvimento gerencial).

Algumas delas, querendo ser mais eficientes, foram direito para o final da lista: cortaram qualquer investimento em treinamento, pensando serem despesas.

Treinamento prá quê? – pensaram elas – se já temos os melhores talentos do mercado e talentos vem pronto, prêt-à porter.

Ledo engano. Se nunca houve tantas instituições de ensino e tanta facilidade para ingressar nelas a quantidade não reflete em qualidade, e poderíamos parafrasear Winston Churchill dizendo que nunca tantos ensinaram a tantos tão pouco.

Precisamos aceitar o fato de que as outras soluções não deram certo e que a única solução tem sido desprezada.
As organizações precisam de importantes e radicais mudanças e grandes e radicais mudanças são concebidas, planejadas e implementadas apenas por líderes.

Enquanto gestores têm os atributos e a atribuição de fazer com que a coisa certa seja feita da forma certa, apenas líderes (e nada contra gestores desenvolverem suas habilidades de liderança, muito pelo contrário, mais do que desejável), são capazes de entender, definir e defender qual é a coisa certa a ser feita.

Foi então que há cerca de uma década liderança virou moda. E lamentei muito quando a moda veio pois sabia que de repente apareceriam um monte de experts instantâneos, mais instantâneos que miojo, prontos para se servirem do mercado crescente e para aprontar. E aprontaram, prejudicando enormemente a percepção da importância e do valor que o estudo e o exercício da liderança tem.

Como consequência muitas organizações jogaram fora o bebê junto com a água do banho, em vez que escolher melhor seus parceiros preferiram arquivar seus projetos de formação de líderes. E aí como toda moda, a moda da liderança passou.

Mas o problema é que liderança não é coisa da moda. É coisa de sempre e para sempre.
Formar líderes – os seus líderes – é a maior responsabilidade de uma organização. Não há alternativa.

Eles, e somente eles, saberão se e como implantar ERPs, como identificar e desenvolver talentos, como abandonar, criar ou refinar processos, como buscar eficácia além de eficiência, como alcançar os melhores resultados pelos menores custos.

Resumindo, para enfrentar desafios e dificuldades, forme líderes.
E se neste caminho, precisar de ajuda, não fique perdido, pare e pergunte.

Teremos prazer em ajudar. É o que fazemos há 15 anos. Ajudamos as organizações a formarem seus líderes, porque sabemos que esta é a coisa certa a ser feita.

Eduardo Cupaiolo
Diretor e Consultor Senior da PeopleSide.
www.peopleside.com.br

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Este post tem um comentário

  1. Avatar
    Anuar

    Eduardo

    Este foi um dos mais claros e bem pensados textos que tive a oportunidade de ler a respeito do assunto; em resumo, excelente artigo. Parabéns.

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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