A IMPORTÂNCIA DA CRYPTOMOEDA PARA A ECONOMIA

A moeda, atualmente, fundamenta-se exclusivamente na confiança, confiança esta que é dada pelo Estado. A ideia de que o Estado é o detentor do poder legítimo de emitir moeda e controlar essas relações de troca é algo que foi culturalmente criado, pois a cryptomoeda alcança níveis de segurança tão bons ou até melhores que o do Estado, não estando sujeita a politicagens e/ou interesses oligárquicos.

Sem dúvidas há uma enorme inclinação no sentido de uma expansão ainda maior de liberalização econômica através do conceito de cryptomoeda, não obstante, o Estado ainda desempenha o papel de regulador e executor de medidas econômicas de maneira totalmente hegemônica. O exemplo claro disso é a própria crise financeira de 2008 que mostra que o Estado e a Economia estão mais unidos do que nunca, no entanto o Estado não pode evitar a crise financeira.

Na história da Economia os avanços tecnológicos desempenham papel significativo promovendo e beneficiando o desenvolvimento econômico mundial. A digitalização dos mercados e sistemas financeiros em conjunto com a globalização, tornou possível a expansão das escalas de produção, entrelaçando as economias de diversos países. Neste contexto é que houve a inserção das moedas digitais na economia mundial. O desenvolvimento das moedas digitais advém da necessidade do homem comum em resguardar seu dinheiro, seu patrimônio, salienta-se ainda as suas decepções com bancos, governos, politicagens, burocracias, altas taxas dentre outras razões em conjunto com o avanço da comunicação através da internet, emerge a moeda digital naturalmente no processo evolutivo da tecnologia e também da economia.

O conceito de coletivo é imprescindível no que concerne às moedas digitais, pois todos os usuários sabem que a disponibilidade da moeda é finita, e é claro também a quantia de moeda em circulação; por esses motivos os agentes (homem comum) que utilizam estas moedas podem monitorar qualquer transação feita. Isso possibilita que entidades com interesses diferentes numa mesma economia possam participar do mercado de forma competitiva garantindo assim a integridade do sistema. (ULRICH, 2014)

Com o progresso da digitalização dos mercados e a expansão do processo de globalização entrelaçando ainda mais as economias das nações, a criação e aceitação geral de uma nova moeda necessitaria interagir dentro desse novo padrão de negociação. O aumento da velocidade de comunicação das informações e os avanços tecnológicos criou um ambiente favorável para a implantação e funcionamento de um sistema com moedas descentralizadas em relação às décadas passadas.

Por não ter um intermediário, as operações com a moeda digital (Cryptomoeda) são substancialmente mais baratas e rápidas do que as realizadas pelas redes de pagamentos tradicionais. Segundo Ulrich (2014) a cryptomoeda tem o condão de reduzir de maneira significativa os custos de transação dos pequenos comerciantes na condução dos seus negócios, tornar mais barato o envio de remessa de dinheiro entre países, diminuir a pobreza global pelo facilitado acesso ao capital, proteger indivíduos contra controles de capitais impostos por governos, dentre outras vantagens. A cryptomoeda abriga a capacidade de melhorar a qualidade de vida dos mais pobres no mundo. Tendo como um dos resultados um aumento da acessibilidade aos serviços financeiros básicos revelando-se uma metodologia promissora contra pobreza e desigualdades sociais.

Referências e Bibliografia:

KEYNES, John Maynard. Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda. São Paulo. Atlas, 1982.

SMITH, A. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Nova Cultural, 1996. v. I.

SOTO, Jesús Huerta de. Money, Bank Credit and Economic Cycles, 2nd ed., (Auburn, Ala.: Ludwig von Mises Institute, [2006] 2009). Disponível em: www.mises.org.br.

ULRICH, Fernando. Bitcoin – A Moeda na Era Digital, São Paulo: Instituto Von Mises Brasil. 1ª Ed. 2014.

Oderli Feriani, Founder/Chairman do Philadelphia Investment Credit Union, Founder/Chairman do ForestAu Green (Tupan) Investment Fund e Embaixador do Tribunal Penal Internacional de Haia e da Amazonia Embassy

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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