Associativismo e Competitividade Empresarial

 

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Indústrias competitivas são causa ou efeito de países competitivos?
Governos com perfil socialista e, não raro, fundamentalistas contra qualquer pensamento ou iniciativa neoliberal, costumam responsabilizar o setor privado pela má colocação de seus países no “ranking” de competitividade do Fórum Econômico Mundial- FEM.
Contudo, indicadores denunciam a responsabilidade das políticas públicas pelo sucesso das empresas como consequência da competitividade dos países.

De doze indicadores do FEM, governos são responsáveis direta ou indiretamente por mais da metade deles: Institucionalidade, Infraestrutura, Ambiente Macroeconômico, Saúde e Educação, Eficiência do Mercado de Trabalho, Desenvolvimento do Mercado Financeiro, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação.

Quanto aos demais indicadores, Educação Superior e Treinamento, Eficiência do Mercado, Desenvolvimento do Mercado Financeiro, Tamanho do Mercado e Sofisticação dos Negócios, não é incomum governos, além de não contribuir, criar dificuldades, fomentando um mercado de venda de facilidades no seio da máquina pública.

O Brasil tem perdido posições no “ranking” do Fórum Econômico Mundial. Há muito o que ser feito em um país que briga pelo lugar de sexta maior economia do Planeta. Um bom começo está dentro dos muros das empresas: a melhoria da qualidade de sua gestão, alcançando padrões  mundiais de excelência, ganhando competitividade pelos seus próprios esforços.

Existem casos de sucesso de empresas brasileiras transnacionais exclusivamente pela sua gestão profissional, determinada e com visão legitimamente ambiciosa.
Registre-se nesse nicho a Marcopolo, bem sucedida fabricante de carrocerias de ônibus; a Imbev, maior fabricante de cervejas do mundo e dona também da rede de fast food Burger King e da indústria de alimentos Heinz; a Friboi, maior processadora de carne bovina do mundo, só para citar algumas.

Por outro lado, é preciso lutar contra a complexidade e excessiva carga tributária brasileira e a falta de contrapartida de serviços públicos de qualidade; o obsoletismo das relações trabalhistas e os tributos que incidem sobre as folhas de pagamento; a insegurança jurídica; a lentidão dos processos de licenciamento ambiental; a infraestrutura capenga; a má qualidade do ensino, da saúde, da segurança pública e tantos outros itens que interferem na vida da população e da indústria, mas que são lembrados apenas nos discursos eleitoreiros.

Isoladamente, o empresário enfrenta uma luta inglória. É necessário um trabalho profissional e intenso de defesa de interesses das empresas – que não são diferentes dos interesses da população – junto às três esferas de governo.
O melhor caminho para isso é a união de esforços, onde entra o vigor do associativismo, seja por meio de sindicatos, federações, confederações ou associações patronais. Esse é o caminho para que o setor privado seja protagonista e não coadjuvante ou espectador do avanço sustentável do Brasil.

 

Júlio Miranda
Diretor da MirandaConsult
julio@mirandaconsult.net

Diretor do Conselho de Presidentes
julio@conselhodepresidentes.net

 

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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