Caminho para essência (ego ou alter ego?)

 

coaching

 

Em tempos difíceis podem ser inúmeras as oportunidades que passam despercebidas pelas pessoas que mais as anseiam. Esse é o momento adequado para olhar para dentro de si mesmo ou de sua empresa. É o melhor momento para diagnóstico, reflexão e mudança comportamental realizados com ajuda externa de um profissional que não esteja envolvido.

O mercado percebe o despreparo que algumas empresas sofrem, e muitas vezes é cruel com elas, não perdoa, fecha! Sejam micro, pequenas, médias ou grandes empresas ou empreendedores que muitas vezes:

  • Não se conhecem profundamente (ou acham que se conhecem);
  • não conhecem seus adversários e o mercado;
  • não sabem tomar decisões;
  • julgam-se donas de si;
  • misturam contas particulares com profissionais;
  • não conhecem o negócio (às vezes pensam que conhecem);
  • não são líderes e nem gestores (mas pensam que são);
  • desconhecem ferramentas e processos;
  • não se relacionam, e sentem-se sozinhas;
  • não fazem as perguntas certas;
  • não se questionam e nem refletem etc.

Estes são alguns exemplos de problemas característicos de empresas, executivos, empreendedores e empresários que podem  se endividar, frustrarem-se ou até mesmo quebrar.

Construir a ponte entre a “achalogia” e o saber pode ser um caminho tortuoso e muitas vezes amargo porém necessário. Para essa jornada, a figura do Coach ou Mentor é muito bem-vinda. Eles auxiliam o Coachee ou Mentee a achar seu próprio caminho, ensinando-o a pescar e construir suas próprias reflexões sobre si mesmo, o negócio e suas respectivas consequências e descobertas.

O objetivo deste artigo é refletir e discutir a importância da mudança comportamental para profissionais e organizações, apontando a relevância do papel do Coach ou Mentor nesse processo de mudança comportamental,  de atitudes e de adaptação a uma nova realidade. Seja nas relações humanas e/ou no questionamento do indivíduo e/ou organização consigo mesmo.

 

O mercado no mundo dos negócios mudou positivamente. Assertivamente foi impactado e impulsionado pela globalização tecnológica, macroeconômica e cultural. Provocou mudanças, disseminou e descentralizou a informação para todos os níveis sociais.  A maior consequência foi surpreender pessoas despreparadas com o que estava acontecendo, quando já não havia mais tempo para a percepção da realidade. Alguns profissionais, empreendedores e organizações conseguiram acompanhar ou adequaram-se à nova realidade.  Alguns sobreviveram e outros ainda estão tentando.  Diferentemente dos experientes, os mais jovens aprendem desde muito cedo a se conectar ao novo mundo.  Mas, devido à enorme quantidade de informação, abusam demais da superficialidade. Isto ocorre, na maioria das vezes, pela mesma falta de autoconhecimento.

Não poderia ser diferente, por mais que planejamos, seja no passado, no presente ou no futuro, dificilmente teremos certeza dos resultados. Conseguiremos, apenas, reduzir as margens de erro. Seremos mais efetivos e talvez mais eficazes.  Porém,  adaptar-se mais rapidamente pode resultar em sobrevivência para alguns profissionais, empreendedores e empresários ou, quem sabe, significar um passo à frente para inovar e diferenciar-se.

A mesma lógica ocorre na natureza. Olhe à sua volta e reflita: o resultado das pessoas e das organizações é igual para todos? O que nos difere? O que nos faz feliz é a causa ou a consequência? O sucesso é percepção emocional ou razão? O que vale mais, conhecimento ou a sabedoria?  Muitas perguntas e inúmeras respostas que podem ou não alinharem-se ao nosso ser. Para que este equilíbrio ocorra, dependerá o seu nível como observador e do conhecimento que você consegue extrair do aprendizado. A obtenção de respostas mais verdadeiras se dá ao entrar em contato consigo mesmo. E isto decorre do autoconhecimento. Essa proximidade entre o saber quem é e o ser é que fará a diferença. Agora, como fazer?

Acostumamos responder aos estímulos da vida profissional e privada de acordo com as experiências ou aprendizado adquirido. Esses reflexos naturais da vida causados pela ausência do hábito de pensar e refletir nos torna distantes de quem realmente somos. É incrível como os hábitos nos tomam tempo e exigem retrabalho. E nos perguntamos: como poderíamos saber?  Normalmente através de dois caminhos: sofrimento ou reflexão. Esporadicamente ambos.

Esse é um campo de estudo muito vasto na filosofia e na neurolinguística.  Capaz de ajudar-nos na compreensão do comportamento humano (como atuamos para nós e para os outros) e de seus mais diversos efeitos nas relações interpessoais. Nesse irrequieto contexto, o sucesso profissional é, em primeiro lugar, resultado de nosso comportamento diante das tomadas de decisões e na construção das relações interpessoais. Seguramente, sem olvidar do crucial equilíbrio entre o seu autoconhecimento e suas verdadeiras forças (positivas e intencionais), somado ao controle de suas fraquezas (limitações). No primeiro momento pode parecer complicado, mas é lógico.

Autoconhecer e mudar o nosso comportamento deveriam ser considerados uma nova filosofia de vida.  Para implementá-la é vital estabelecermos novas atitudes e comportamentos.  E que, tenhamos consciência da necessidade harmônica do nosso desenvolvimento e crescimento (moral, pessoal, profissional, cognitivo e espiritual) como parte dos nossos objetivos de vida. Neste caso, não é recomendável fazer escolhas. O futuro nos impele a que sejamos  quem verdadeiramente somos, sem máscaras, mas com inteligência emocional.

Entendo o Coaching e o Mentoring como processo para a mudança comportamental, através do autoconhecimento, reflexão, planejamento e mudança de atitudes para atingir metas e a excelência do ser. O desafio está em ser totalmente congruente, cognitivo, relacional e saber lidar (e de forma diferente com as variáveis a que estamos sujeitos, muitas vezes conflitantes com as nossas limitações. Coaching é liberar o potencial para maximizar o desempenho. É, também, ajudar a apreender ao invés de ensinar e apoiar uma pessoa a ter a melhor vida profissional ou pessoal que ela possa construir. É fundamental instigar pessoas a saírem de sua zona de conforto e descobrirem-se em novos caminhos e possibilidades.  É alinhar a essência de cada um aos novos caminhos e parâmetros estabelecidos de forma clara e consciente.  É comprometer-se com ações que levarão a si mesmo concretizar sonhos e objetivos de vida pessoal ou profissional. Convido você a vir navegar comigo nesta promissora e deliciosa viagem.

Carpe Diem!

Arthur Fish
afish@globo.com

 

 

 

 

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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