Como comprar serviços terceirizados sem “armar bombas”

 

Serviços Terceirizados

Serviços Terceirizados ganham cada vez mais espaço

No dia 15 de março publiquei neste blog um artigo, onde afirmava que a meritocracia, se não trabalhada com os indicadores corretos e/ou não muito bem acompanhada, pode deixar nas empresas verdadeiras bombas, que explodirão em um futuro breve.  Dentre alguns fatores que citei como possíveis para tal alertei para a compra de serviços abaixo de seu preço real. Por que isso poderia significar um risco, já que  com o serviço legalmente contratado e pago, a responsabilidade seria de quem o prestou? Em tese realmente sim, mas na prática pode ser diferente.

Contratação de Serviço Terceirizados

Quando contratamos prestação de serviços (ou a terceirização deles),  sabemos que pessoas, ou como alguns preferem dizer, “recursos” (detesto esse termo), serão provavelmente a parte mais importante dos custos de quem fornece, pois será obrigado a pagar seus salários, arcar com as obrigações sociais, benefícios definidos em CCT e tudo aquilo que chega a mais que dobrar o custo dos salários. Essas obrigações são as mesmas para qualquer empresa, excetuando-se apenas o caso do trabalho temporário, que tem legislação específica e somente pode ser prestado por empresas especializadas (trataremos disso em outro artigo).

Terceirizar, se comparado simplesmente ao custo da contratação direta, ao contrário do que muitos pensam, fica obrigatoriamente mais caro, pois o prestador dos serviços ainda terá que somar em seu preço os impostos para emissão de  nota fiscal e, claro, algum lucro para poder sobreviver.

É entretanto comum encontrarmos empresas que procuram na terceirização algo que não existe, apenas a redução de custos diretos e aí está a grande armadilha. Assim como há quem peça há quem concorde em fornecer, porém sabemos que números não aceitam desaforos. Se alguém está ofertando serviços abaixo de seu preço de custo esteja certo de que alguma obrigação deixará de ser paga e isso geralmente retorna ao contratante na forma de bomba. Mesmo na nova legislação trabalhista a empresa contratante permanece responsável pelas obrigações para com os empregados a seu serviço, caso o prestador não os honre (e, se não incluiu no preço, não honrará). Essa bomba sempre explodirá nos colos dos donos e acionistas da empresa pois, como disse no artigo anterior, quem contratou o problema quase sempre já terá ido embora, deixando para trás o prejuízo.

Serviços Terceirizados: Custo x Benefício

Terceirizar é moderno e muito bom, torna-se mais barato pela especialização de quem presta os serviços, pela otimização da estrutura que disponibiliza, pelo compartilhamento da cadeia de comando e outros fatores assim, não se comparado o simples custo de contratação dos empregados.

Penso que todas as empresas devam terceirizar o que não esteja dentro de seu “core business”, mas sempre com os seguintes cuidados:

  • Eleja um bom prestador de serviços, verificando no detalhe seu histórico e reputação. Conheça a quem está contratando.
  • Solicite que os preços sejam apresentados em planilhas abertas e confira se tudo o que pode ser exigido consta lá, assim como se o preço cobrado é suficiente para arcar com os custos.
  • Acompanhe, solicitando rotineiramente os comprovantes de quitação das obrigações fiscais e trabalhistas.

Bons prestadores de serviços não se incomodarão com essas exigências, pois já fazem parte de seu dia a dia.

Sidney Porto
Gerencial Brasil
Presidente do Conselho

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Este post tem 2 comentários

  1. Avatar
    Júlio Miranda

    É isso aí, Sidney. Há empresas que pregam valores, mas terceirizam a negação desses mesmos valores e lavam as mãos que se o problema não fosse delas. É a ética relativa. É como o mandante de assassinato.

  2. Avatar
    Zanone Campos

    Excelentes considerações e de muita importância pois, constantemente, tenho observado muitas situações relatadas em seu texto.

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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