Como decidir sob pressão

17 mai 2018

Como Decidir sob Pressão

Quando se tenta escalar o Everest, não é tão simples do tipo ir la no dia e tentar. Primeiro você fica várias semanas no Base Camp (5300 m) se acostumando com o clima e a altitude e também usa esse tempo para treinar, subindo e descendo a montanha quase até o topo diversas vezes.

O grande desafio está nessa parte final, os quase 1000 metros entre o último acampamento e o topo (8848m). Você normalmente só têm 1 chance e muitas vezes no seu grande dia as condições não te permitem. Seja climáticas, físicas ou porque você está atrasado (é preciso chegar ao topo até determinado horário senão você não consegue voltar antes de anoitecer). E ai todo esse esforço se torna em vão, além do dinheiro que custa (dezenas de milhares de dólares).

Saber a hora de agir

Saber a hora de voltar, saber admitir essa “derrota” depois de todo o esforço, requere uma capacidade emocional muito forte. A maioria das mortes inclusive ocorrem na descida, ou seja, a pessoa dá aqueles 110% de esforço para conseguir subir e depois percebe que não sobrou esforço pra volta.

Em 1996, o sueco Goran Kropp estava escalando o Everest sozinho e a menos de 100 metros do topo ele desistiu porque avaliou que suas condições físicas estavam deterioradas demais e isso colocaria em risco a sua volta. Mas esse mesmo ano de 1996 acabou ficando notório exatamente pela falta dessa capacidade de discernimento de um outro grupo e com isso 5 pessoas morreram lá em cima, incluindo 2 dos mais experientes escaladores do mundo.

Esse estudo de Harvard detalha esse caso e com isso trás grandes aprendizados sobre tomada de decisões quando a aposta é alta. No mundo dos negócios, assim como escalar o Everest, muitas vezes é difícil separar o emocional do racional, o esperançoso do realista.

Agir rápido com a decisão certa

Também é preciso agir rápido e mais importante saber a hora de dar um passo para trás, seja na escalada do Everest ou em algum projeto descontinuado de sua empresa. Falhar faz parte, o importante é encarar o problema de forma racional. O sueco Goran chegou no topo 3 semanas depois e voltou com segurança.

E esse, senhoras e senhores, é o famoso um passo para trás para dar dois para frente.

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Harvard Business School Study Case

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Comentários

  1. Essencial para a vida, a carreira e/ou para as organizações em geral.

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