Como a França e a Nike conquistaram a Copa da Rússia

A vitória da França sobre a Croácia por 4×2 no domingo em Moscou não foi só o bicampeonato da Copa do Mundo para os Bleus, mas também uma grande conquista para a Nike. A marca americana era a patrocinadora e fornecedora de material esportivo oficial dos dois finalistas, aparecendo amplamente nos uniformes de todos os jogadores, apesar de todo investimento de energia e de dinheiro da Adidas, uma das marcas oficiais da Copa do Mundo — fabricante da bola oficial e anunciante nas placas laterais do estádio.

Segundo reportagem da CNBC, a Nike goleou no decorrer de toda a competição. Até a disputa por terceiro lugar (Bélgica ganhou da Inglaterra por 2×0), atletas vestindo a marca americana marcaram 94 tentos, dos 150 totais. Computado o placar da final, 100 gols de 156, ficando a diferença dividida entre a marca alemã e outros concorrentes como Puma e New Balance.

“Ambas costumam manter segredo sobre o investimento em publicidade para a Copa do Mundo, mas analistas estimam que a Adidas colocou cerca de US$ 100 milhões em patrocínio em 2014, quando a Alemanha ganhou da Argentina por 1X0 na prorrogação. Nike também relatou um aumento de 36% em investimentos em marketing naquele ano, boa parte por causa do Mundial”, diz a reportagem da CNBC.

Num gráfico, o testo aponta ainda que o único parâmetro que a marca alemã teve expressão foi em itens listados relacionados à Copa: 250 contra menos de 200 da Nike. Quando analisados, porém, a média de vendas desse merchandising semanalmente, a Nike teve desempenho 4,6 vezes melhor.

Nasce uma estrela


Para marcar a ocasião, a Nike publicou em suas redes e página oficial uma foto do atacante de 19 anos Kylian Mbappé apontando para uma nova estrela sobre o brasão francês, na camiseta da Nike. A legenda, “Nasce uma estrela”, com um duplo sentido ao mencionar o adolescente, também patrocinado Nike, que se tornou o segundo jogador mais jovem a marcar um gol durante uma final de Copa, somente atrás de Pelé. O próprio atleta, por meio de suas plataformas digitais, fez menções ao feito mais de uma vez, escrevendo em uma delas que “Se o @KMbappe continuar a igualar os meus records assim, eu vou ter que tirar a poeira das minhas chuteiras novamente…”. Na página oficial, a Nike também destacou que três dos quatro semifinalistas usaram seus uniformes —Inglaterra também, só a Bélgica é Adidas.

Enquanto isso, em Paris, multidões celebraram num clima de continuação Dia da Bastilha, feriado nacional francês comemorado em 14 de Julho, que além da festa contou com depredação e gente presa. Na festa pelo título mundial, também houve saque a lojas e confronto com a polícia, parte deles às portas da Publicis Drugstore, loja-conceito que fica na sede da Grupo Publicis na Champs-Elysées e que, apesar do nome, vende muito mais que produtos de farmácia.

Enquanto isso, em Paris, multidões celebraram num clima de continuação Dia da Bastilha, feriado nacional francês comemorado em 14 de Julho, que além da festa contou com depredação e gente presa. Na festa pelo título mundial, também houve saque a lojas e confronto com a polícia, parte deles às portas da Publicis Drugstore, loja-conceito que fica na sede da Grupo Publicis na Champs-Elysées e que, apesar do nome, vende muito mais que produtos de farmácia.

Nos Estados Unidos, onde havia certa hesitação sobre audiência de Copa do Mundo devido à ausência do time americano na competição, os índices foram melhores do que o esperado. Se normalmente a média previa 40 milhões de telespectadores a mais, as partidas finais do Mundial da Rússia impulsionou a audiência como um todo. Em médias, 5 milhões de pessoas assistiram partidas como França versus Bélgica e Croácia versus Inglaterra, com uma queda de apenas 6% comparado com os 5,3 milhões de telespectadores das semifinais de 2014, segundo a Nielsen. Os números do Brasil ainda não estão consolidados, mas a final foi trending topics do Twitter no País e globalmente.

 

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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