Como reagir quando um funcionário chora no trabalho

Chorando no trabalho

Após anos à frente de uma equipe, qualquer gerente já deve ter se deparado com um funcionário aos prantos, seja em reuniões, em conversas particulares ou momentos inesperados durante o expediente.

Em qualquer outra posição, é perfeitamente normal ignorar ou não saber como lidar ou reagir. Mas, como gerente de um time, esse posicionamento não funciona. É ineficaz. Diante de uma situação delicada como essa, um líder precisa se posicionar e trabalhar a questão.

O valor da empatia

Um artigo de Liz Kislik, na “Harvard Business Review”, afirma que “os gerentes muitas vezes se sentem desconfortáveis ​​quando um funcionário chora”. “Pode ser tentador continuar com a conversa como se nada estivesse acontecendo, mas a melhor resposta é demonstrar compaixão. As lágrimas não significam que a pessoa é um desastre emocional ou vive um colapso, elas são apenas o modo como o corpo reagiu à pressão. Você pode sugerir uma pausa rápida, que o funcionário dê uma pequena caminhada, que tome um café, ou apenas deixá-lo sozinho em sua sala por alguns minutos para que ele possa se acalmar. Não deixe claro o sentimento de pena ou tente consertar a situação, diga algo simples como ‘Desculpe-me por chateá-lo’. E resista a se chatear também, mesmo que esteja frustrado. Se você mantiver a calma e o foco, pode ajudar o funcionário a superar as emoções e voltar ao trabalho.”

É disso que se trata a empatia. Não ignore a situação e espere que ela desapareça magicamente. Não finja que uma pessoa em um momento delicado é invisível. Assuma a liderança como gerente e seja um ser humano razoável, ao mostrar alguma preocupaçã pelo próximo.

Segundo uma pesquisa feita pela Development Dimensions International (DDI), consultoria internacional de desenvolvimento de recursos humanos e liderança, a empatia é uma habilidade-chave de gerenciamento e apenas 40% dos gerentes são bons nesse aspecto.

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É compreensível que nem toda situação desse tipo seja igual. Você pode se confrontar com este momento em conversas individuais e em reuniões maiores, de confronto, tensas. Mas é preciso ter em mente que, como gerente, ao partir do simples princípio de demonstrar empatia, em quaisquer que sejam as circunstâncias, você estará no caminho certo.

Victor Lipman

Forbes

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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