Como você tem enfrentado as turbulências?

turbulência

Turbulência no mundo corporativo, para efeito desta reflexão, é tudo aquilo que perturba a vida do executivo, do corpo gerencial e das equipes de um modo geral. São todos os fatores que dificultam a realização de um voo sereno rumo aos grandes objetivos organizacionais. Torna a rota insegura, por mais bem traçado que tenha sido o plano de voo.

Em minhas andanças tenho visto como as empresas enfrentam as turbulências, sejam elas verdadeiros vendavais, sejam elas muito graves, sejam elas, ainda, mais brandas, como aquelas que você vive no dia a dia para negociar com um cliente mais exigente ou simplesmente para administrar o conflito instalado entre duas equipes. Mais violentas ou mais brandas, as turbulências fazem parte do cotidiano das organizações. Assim, se não forem bem tratadas, as turbulências drenam a energia da equipe e influenciam o resultado da empresa. Por outro lado, se tratadas adequadamente, são férteis fontes de aprimoramento organizacional.

Algumas empresas tratam as turbulências com galhardia, extraindo delas o que podem apresentar de melhor, como oportunidade de melhoria, de desenvolvimento e, até mesmo, como fonte para construção de diferenciais competitivos. Já outras, transformam reuniões em muros de lamentações e, gradativamente, constroem uma cultura de insegurança, de reclamação, de isolamento, de falta de cooperação, de falta de competitividade e do problema permanente.

Existem empresas que vivem permanentemente em turbulência. Parecem escolher rotas onde o cinto de segurança deve estar permanentemente ajustado. Pilotos, tripulantes e passageiros não encontram tranquilidade na viagem. Fazem essa escolha simplesmente porque adquiriram o vício do ambiente instável e não sabem como sair dele. Quando a causa da turbulência é externa, aí sim esse paradigma toma força e elas, as empresas, seus executivos e gerentes se sentem impotentes. As equipes, essas sim, coitadas, ficam completamente à deriva.

Peter Drucker disse: “o perigo dos tempos de turbulência não é a turbulência em si, mas sim agir com a lógica de ontem”.

Você, caro leitor, seja você um executivo experiente, seja um gerente iniciante, ou um técnico de qualquer área, responda, bem silenciosamente, na intimidade de sua própria reflexão, você já passou por realidades como as retratadas aqui, para o bem ou para o mal? Faça sua análise crua: esse estilo, essa cultura, até que ponto tem influenciado o resultado de sua empresa? Como você tem enfrentado as turbulências?

Como disse Drucker, com a lógica de ontem ou com o olhar no futuro e a ação no presente?
Seja qual for sua resposta, faça sua escolha!

Carlos A. Portela
Administrador, Educador, Consultor e Diretor Geral da Fundação Pedro Leopoldo.
http://www.fpl.edu.br

 

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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