Conselhos de Administração – Qual o cenário atual do Conselho de sua empresa?

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O Conselho de Administração é responsável por pensar a empresa no longo prazo, garantindo sua competitividade e consequente perenidade.
A crise é aguda, em geral de curto prazo, e demanda medidas urgentes e extremas.

A crise materializada no segundo governo da presidenta Dilma, apesar de mais aguda que o esperado, foi uma crise anunciada. Nesse sentido, temos três cenários comuns nos Conselhos:

> Empresas cujo Conselho é mais maduro, proativo e preparou a empresa para esse momento. Essas empresas geraram caixa, enxugaram a equipe, captaram recursos com taxas mais atraentes, antes dos efeitos da crise se materializarem. Enfim, essas empresas se prepararam para sobreviver às incertezas e se manterem à frente da concorrência. Entendem que o Conselho precisa pensar a empresa no longo prazo e ter uma diretoria executiva forte e atuante.
Sabem que a crise é passageira e precisam da empresa preparada para navegar nos dois contextos.
São empresas que constroem o futuro desejado.

> Empresas cujo Conselho não preparou a companhia ou que a mesma, já estava em situação delicada. Nesse caso, estão tendo que lutar para sobreviver, e tomar medidas emergenciais como os cortes na equipe , fechamento de lojas, renegociação de dívidas, recuperação judicial, aporte de capital dos acionistas etc. As ações emergenciais em geral, não são executadas da forma mais efetiva, pelo contrário, são executadas como marionetes das circunstâncias. Essas empresas viraram alvo de aquisição, vão padecer ou após longos períodos no CTI, por ajuda divina vão sobreviver.
Essas companhias navegam conforme interesse da correnteza.

> Empresas cujo Conselho preparou ou não, mas que conjunturas de crise fomentam seus negócios. É comum, em um cenário de queda de renda da população, ocorrer uma migração de consumo para produtos substitutos, como marca própria, segunda linha, reformas, manutenção etc. Nesses segmentos, a demanda aumenta em cenários de adversidade, isso permite ganhar espaço de mercado e até se consolidar em novo patamar. O papel do Conselho está direcionado a potencializar essa oportunidade, aproveitando a crise para se estabilizar em um patamar superior quando a crise acabar.
O risco, nesse caso, é que após a crise, essas empresas quebrem pela queda de demanda.

As oscilações severas de faturamento exigem um controle gerencial mais avançado para sobreviver aos tempos de “vacas magras”, independentemente do setor.

A contribuição do Conselho de Administração está diretamente relacionada à repensar constantemente o negócio, para garantir melhor adaptação ao ambiente no curto, médio e longo prazo. Principalmente, em momentos de incerteza alguns negócios precisam ser reinventados, em alguns mercados como o de tecnologia, com crise ou sem crise a velocidade das mudanças são altas e se reinventar é premissa de sobrevivência.

Diante disso, para repensar o negócio e se reinventar, é importante saber identificar as necessidades dos clientes e atendê-las com mais efetividade, ou seja, maior aderência e menor custo.

Esse é o grande desafio dos Conselheiros.

 

Augusto Carneiro
Sócio da Top Capital Partners
Membro do Conselho de Presidentes

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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