Dez atitudes para fortalecer o ecossistema de startups no Brasil

Levando em consideração a crise econômica global provocada pelos impactos sociais da pandemia do novo coronavirus, enxergar a possibilidade de resgatar o crescimento pode parecer algo bem distante. As dificuldades diante da cultura empreendedora, já significativas antes da crise, na atual situação, tornaram-se ainda maiores e amenizá-los pleiteará diversas medidas. Para melhorar esse quadro, um dos caminhos seria o do fortalecimento de iniciativas empreendedoras com a melhoria do ecossistema de startups.

Diante das dez recomendações para consolidar e expandir essa rede de empreendedorismo que serão apresentadas neste artigo, um estudo revela um retrato das startups entre o final de 2018 e o início do ano de 2019 e vale observar que desde então os números começaram a crescer. O forte dinamismo de uma startup tem o poder de contribuir grandemente para sustentar a inovação, trazer dinamismo e eficiência quanto à produtividade dos setores industriais, facilitar a difusão do conhecimento e conceber maiores oportunidades de empregos de qualidade.

O Brasil, quanto ao seu tamanho e população, tem um enorme potencial para crescer dentro desse ecossistema. Pode-se destacar, em especial, a necessidade de evolução do ambiente regulatório. A ausência de reformas estruturais na economia, com a burocracia e a falta de incentivos, acabam por atrasar o avanço do setor.

A contribuição de melhorias no ambiente regulatório pode ajudar de forma significativa para o desenvolvimento das startups. O ambiente de negócios deve ser simplificado através de processos ágeis e flexíveis em itens como legislação trabalhista, tributação, abertura e fechamento de empresas e burocracias para acesso a crédito.

O nosso país possui grande potencial de geração de riquezas, empregos qualificados e soluções tecnológicas de adoção global com base com base nos ativos presentes em seu ecossistema de startups. Segue abaixo 10 recomendações para aprimorar o ambiente de negócios e promover um desenvolvimento mais acelerado das startups.

1 – Ações inter-regionais de acesso ao mercado: relacionar startups e grandes empresas na região latino-americana;

2- Suporte voltado para a produção de dados específicos e confiáveis: os dados de qualidade sobre o ambiente de startups no Brasil e na América Latina ainda são escassos;

3 – Auxílio ao financiamento no “vale da morte”: via incentivos de investimento ou co-investimentos com aceleradoras, anjos e fundos de capital semente;

4 – Apoio a grandes empresas buscando investir em startups: linhas de financiamento e incentivo com o objetivo de fazer grandes empresas gerarem e aperfeiçoarem programas de relacionamento e recursos para investimento em startups;

5 – Assistência à formação de mão de obra qualificada: apoio, fomento e financiamento a iniciativas de formação de profissionais em tecnologia, com especial atenção para a promoção da diversidade;

6 – Suporte à articulação para modernização regulatória: mediante a produção de conteúdo, eventos de sensibilização e ações de lobby legítimo em parceria com o ecossistema junto ao poder público;

7 – Incentivo ao investimento anjo e aceleradoras: o país tem enorme potencial para o aumento do investimento anjo;

8 – Estímulo a fundos nacionais para expansão em fases posteriores de crescimento acelerado: se na ponta do investimento anjo e aceleradoras o ecossistema precisa de apoio, no extremo oposto isso também é verdade;

9 – Influência para uso do poder de compra governamental para inovação: adaptar a estrutura regulatória e os processos de compra do poder público para consumir inovação do ecossistema de startups;

10 – Habilitar os atores do ecossistema: incentivar os atores já existentes no ecossistema, buscando não sobrepor ações ou iniciar do zero projetos que poderiam se alavancar com bases em aprendizados de quem já faz essas atividades.

Aline Ricciardi Carneiro – Jornalista no Jornal do Estado do Rio, Expresso Carioca e fotógrafa na Ricciardi Fotografias

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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