E agora: O que fazer diante da crise?

homem em posição de avestruz

Picasso Dom Quixote

 

 

 

 

 

 

 

 

Esta não foi a primeira e não será a última ou a pior crise que teremos que enfrentar. Você tem liberdade para escolher o que vai fazer diante dela. Saiba que todas as suas escolhas terão consequências positivas e negativas para você e para a sua empresa.

Nossa intenção é alertá-lo sobre os perigos de duas escolhas para enfrentar e superar a crise atual. Se você adotar o comportamento do avestruz, que esconde a cabeça quando se sente ameaçado, acreditando que seu enorme corpo também estará protegido, tenha certeza de que será devorado pelos predadores. Que são muitos durante as crises.

Não basta deixar de ver a crise e esconder uma parte da sua empresa, pois os efeitos perversos continuarão a existir e a ameaça-la. Como a sua empresa é, ou deveria ser, um conjunto de partes interdependentes, o que atinge uma parte acaba por atingir o todo, aos poucos ou de uma só vez.

Outra opção, seria você adotar uma postura Quixotesca, imaginando que todos os moinhos de vento são monstros terríveis, que devem ser destruídos pela sua implacável lança, em uma luta desgastante e sem sentido. Os rompantes de Dom Quixote o deixariam cego e incapaz para distinguir os verdadeiros inimigos dos importantes aliados.

Ninguém seria poupado. Os que poderiam ajudar a sua empresa a combater as ameaças e aproveitar as oportunidades, serão todos destruídos.

Ambos comportamentos, o de avestruz e o de Dom Quixote, são muito arriscados e em nada agregarão à sua empresa, diante da atual e das futuras crises.

Acreditamos que a virtude está no meio. As empresas que sairão fortalecidas quando a crise passar, serão as que adotarem as seguintes atitudes equilibradas:

  • Reconhecer a real gravidade da situação, mas acreditar que ela, como todas as anteriores, é passageira. Pode demorar mas não é eterna;
  • Acreditar que crises sempre geram efeitos negativos e positivos, que criam ameaças e também oportunidades para as empresas;
  • Identificar as ameaças e oportunidades com real potencial para influenciar o desempenho da empresa;
  • Escolher, mobilizar e valorizar os componentes da equipe de colaboradores, com o perfil necessário para assegurar, não só o desempenho presente da empresa, mas também o seu sucesso sustentável no futuro;
  • Monitorar as movimentações dos concorrentes, diretos e indiretos, atuais e potenciais, pois alguns sairão do mercado deixando espaço a ser ocupado, mas outros aproveitarão a situação para investir e conquistar novos espaços;
  • Valorizar ao máximo os Clientes, atuais e potenciais, que estão sendo disputados como nunca foram, pelas concorrências direta e indireta. Os clientes poderão ser a fonte de soluções ou de problemas para as empresas. Vai depender da forma que forem tratados durante a crise;
  • Ter disciplina para realmente implantar e monitorar o que decidiu fazer para minimizar os efeitos das ameaças relevantes e para maximizar os ganhos que serão gerados pelas oportunidades.

Acreditamos que só atitudes equilibradas e planejadas, poderão guiar a sua empresa na travessia deste terreno repleto de incertezas e surpresas.

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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