Estratégia: o mapa do voo seguro!

 

 

 

 

 

 

 

 

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É comum as pessoas utilizarem o termo “estratégia” de forma indiscriminada no mundo corporativo e até fora dele. É estratégia para cá, estratégia para lá e, quando provocadas para explicarem o que é mesmo estratégia, ou a dizerem qual a estratégia de sua empresa, simplesmente se embasbacam. Na melhor das hipóteses, têm um entendimento distorcido do significado no campo empresarial.

Nessas situações, para melhor entendimento, é sempre bom simplificar. Vamos tentar fazer isso. Estratégia é o que é ou será feito para viabilizar o cumprimento da missão (razão de ser) da empresa em direção à sua visão (para onde pretende chegar no futuro). Ou seja, é necessário um perfeito alinhamento do hoje com o pretendido no futuro.

O desenho da estratégia pressupõe a clareza da compreensão entre oportunidades e ameaças que os cenários atual e futuro apresentam para os negócios e a maneira que a empresa irá enfrenta-los, considerando suas reais capacidades (forças e fragilidades).

Resumindo, tem estratégia a empresa que tem missão e visão definidas, clareza dos cenários atual e futuro e definiu o que vai fazer considerando tudo isto. Fora isso, a empresa pode até ter, e certamente tem, ações, operações, vontades … mas não tem estratégia. Ou tem e não sabe e, portanto, não tem como tirar os mais vigorosos resultados competitivos que são inerentes a ela, à estratégia.

Por outro lado, a empresa que sabe o que fazer considerando tudo que foi dito acima e,  importante, fundamental mesmo, quando dissemina isso na equipe, engajando-a, guiando-a por esse mapa, essa sim, tem estratégia e terá maiores possibilidades de alcançar o sucesso e a perenidade.

Alguns mais afoitos com o curto prazo, com resultados imediatistas, pressionados por problemas estruturais e/ou conjunturais, em nome de um pragmatismo exacerbado, colocam de lado a estratégia alinhada à missão e à visão e redefinem a orientação da empresa, deslocando-a para um voo sem direção, ou, na melhor das hipóteses, para uma direção duvidosa. O destino, infelizmente, não se sabe.

Outro aspecto muito importante, muitas vezes não compreendido adequadamente por executivos e gerentes, é que a estratégia nem sempre é garantia de sucesso.
A estratégia, como qualquer coisa no mundo corporativo, pode dar errado. A falta de estratégia, no entanto, é a mesma coisa que dirigir um veículo sem farol, à noite, ou tentar um pouso em um dia chuvoso e nublado, sem visibilidade e sem a ajuda de instrumentos. Em ambos os casos tem tudo para dar errado. A pancada é quase uma certeza.

Por tudo isso, caro executivo, caro gerente, deixe por alguns momentos o lamaçal do operacional para refletir um pouco, para ter condições de pensar. Se isso não for possível no dia a dia, destine um ou mais fins de semana para isso. Sacrifique esse tempo. Faça toda a análise necessária, reveja a declaração de missão e de visão da empresa; analise os cenários atual e futuro; mapeie suas forças e fragilidades e defina a sua rota, a sua estratégia. Depois cuide para que a equipe trabalhe orientada por ela e as suas chances de um voo e um pouso seguro terão infinitas possibilidades de acerto. Bom voo para todos!

 

Carlos A. Portela
Diretor Geral da FPL Educacional

 

 

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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