A Inteligência competitiva contribuindo para o sucesso das empresas

 

EduardoLapa_Plugar-1

Não entendemos mais o ambiente com as ferramentas clássicas de análise.

Ano de 1985. Mesbla se preocupa com a expansão de outras redes varejistas, ao mesmo tempo, televisores com controle remoto custam mais caro. Ano de 2015. Explosão do uso de smartphones e aplicativos mobile. O número de devices e aparelhos é maior do que a população. Me dou conta dos aparelhos palm top. Onde estão? Pesquise: quase não há mais aplicação. Essa empresa foi líder e uma das pioneiras em mobile.

Ainda em 2015, a Amazon, gigante do varejo digital, lança o serviço de música por assinatura, o Amazon Prime Music, que para início já sai com mais de um milhão de músicas gratuitas para quem já usa o Amazon Prime. Sim, gratuitas. Alô Apple, alguém está entrando no mercado que você construiu há pouco tempo e onde você pilotou com larga folga no ano que passou. Um potencial de US$ 1 bilhão executados em comercialização de música.

No mesmo momento, a Telefônica investiu consideravelmente na Rhapsody, norte-americana que tem a mesma proposta de entrega deste conteúdo. O efeito não é muito diferente do que quando, após a Apple entrar com iTunes e iPod, devastou a indústria fonográfica, deixando os players já estabelecidos em situações de reformulação completa!

Operadoras de telecomunicações já possuem serviços de pagamento de contas com aparelho telefônico e a conta vem em sua fatura telefônica. Mastercard e Visa, devem estar olhando com algum cuidado para companhias de telecom. Em paralelo, Trip e Azul realizam fusão, criam a Flyways Linhas Aéreas e já operam destinos internacionais.

Não sei se a Cielo iria monitorar a Oi enquanto concorrente. Não sei se a Barsa chegou a monitorar a Microsoft antes do lançamento da Encarta. A Sony Records não sei se chegou a monitorar a Apple antes do iTunes. Não sei se percebem que os limites da competição mudaram, e o competidor atualmente é quem compete pelo dinheiro e atenção do seu cliente.

A inteligência competitiva como radar de monitoramento a serviço dos gestores

A inteligência competitiva deve ser percebida como um esforço de captura, análise e interpretação de informações relevantes, gerando suporte às decisões estratégicas das organizações. Ela tem sua missão alcançada quando consegue gerar vantagens competitivas sustentáveis para as organizações e não somente pequenos sobressaltos perante a concorrência.

As preocupações não estão somente sobre a concorrência. Elas pairam sobre todo o ambiente de negócios, fazendo com que a organização possua um radar em constante monitoramento do ambiente. Monitora-se os competidores, monitora-se patentes, fórmulas, lançamentos de produtos, promoções, preços. Monitora-se movimentação de executivos, processo logístico e até mesmo a evolução do portfólio de competidores. Todas estas informações, dados, conhecimentos só serão úteis se forem transformados em estratégia, em inovação, em diferenciação no mercado onde esteja a empresa inserida. Para isso serve a inteligência. Transformar informação, conhecimento, dados, análises em ações estratégicas.

Reflita e boa caminhada para o sucesso!

EDUARDO LAPA
CEO da Plugar
www.plugar.com.br

Compartilhe!

Share on facebook
Share on twitter
Share on google
Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on email

Deixe uma resposta

Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

Receba nossas novidades

Estratégias que merecem destaque

Registre-se aqui para receber em seu e-mail nossas novidades.

Patrocinadores

Temas