Gestão na era quântica

 
Estamos na iminência de uma grande transformação tecnológica, talvez a maior da humanidade (até aqui) trazida pela computação quântica, que exigirá o máximo da capacidade humana para liderar equipes de alta performance. Será o fim da era binária, com novos desafios para a gestão no século XXI, até então acostumada à administração científica e cartesiana.
A humanidade ficará livre das atividades banais e rotineiras, mas onde estarão os empregos e qual o papel do líder neste contexto?
As competências humanas, muitas delas ainda negligenciadas ou pouco exploradas, serão cada vez mais valorizadas. Lidar com, cuidar de e negociar com gente será tarefa das mais nobres. Os robôs estarão nas fábricas, lojas e hospitais, mas a interface humana, para solução de problemas humanos não será substituída.
A era quântica trará uma gestão mais humana (parece paradoxal). Considero três os pilares da liderança nesta segunda metade da década:
1. Propósito transformador;
2. Pensamento exponencial para tomada de decisão; e
3. Mindset global.
Vou escrever sobre cada um desses pilares aqui, começando pelo propósito transformador.
Propósito virou moda, sobretudo entre as startups. Entre executivos é confundido com missão e até mesmo com objetivo. Propósito transcende a organização, conecta a empresa à sociedade, ao tempo em que faz o link entre o “desejo de transformar a sociedade” e a “necessidade de gerar valor ao cliente e remunerar os sócios”. Propósito transformador está mais ligado ao coração e à alma, mas precisa da missão da empresa para não “voar alto demais”.
Empresa e líder sem propósito resultam em equipes sem engajamento e paixão.
Nos meus mais de 20 anos de experiência corporativa, passei por vários planejamentos estratégicos, muitos deles conduzidos por consultorias renomadas. Todos eles falavam de visão, missão e valores. Ou seja, um olhar mais para dentro do que para o ecossistema. Nenhum falou de propósito, na sua concepção contemporânea. Propósito é atemporal e resiliente. Não se muda propósito com crise ou mudança tecnológica. Ele dá sentido à missão e aos objetivos estratégicos, fazendo com que o time sinta prazer e vontade de vencer desafios.
Talvez seja mais fácil definir o propósito da sua organização, num País emergente com tantos desafios como o Brasil. O mais difícil é separar propósito de missão. Veja o exemplo da Cisco, cuja missão é moldar a internet do futuro e o propósito é conectar todas as pessoas e coisas do mundo. Note a diferença, propósito não cita uma tecnologia específica, no caso a internet, pois no futuro ela pode ser suprimida por outra, mantendo o propósito vivo, afinal a humanidade precisará estar conectada sempre, mesmo que um dia seja por telepatia.
Marcos Antonio Mandacaru
FIEMG
Superintendente de Desenvolvimento Industrial

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Este post tem 2 comentários

  1. Avatar

    Parabéns Marcos !! Vamos passar por uma revolução nunca vista e temos que nos preparar, para as mudanças que já estão acontecendo.

  2. Avatar
    Valéria

    Boa tarde, Paulo. Gostei muito do seu blog. Aqui encontrei muito conteúdo interessante e de qualidade. Parabéns. Sucesso!

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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