Informações jogadas ao vento.

Ninguém discute que informações são imprescindíveis para as tomadas de decisões. Sempre foram, mas em tempos de disputa acirrada por mercados e da estonteante velocidade das inovações, ter informações passa a ser questão de sobrevivência das organizações. Mas onde fica a qualidade da grande massa de impactos que recebemos a toda hora?

Segundo a revista Exame, em 2020 teremos 44 trilhões de gigabytes de informações disponíveis. Só no Brasil será 1,6 bilhão de gigabytes. Os números são assustadores. Mais assustador ainda é o levantamento do IDC Inteligência de Mercado. O estudo aponta que apenas 22% desse gigantesco acervo são efetivamente úteis. Assim, 78% das informações que recebemos são simplesmente jogadas ao vento.

Pergunta de um milhão de dólares: quais são os 22% úteis?
A resposta vale um milhão porque não é simples. Com as redes sociais, todos os bilhões de usuários são provedores, nem sempre ou quase nunca responsáveis. Haja vista a postagem do grande volume de “fakenews” e de publicações questionáveis, muitas vezes ingênuas, até dos mais altos escalões da gestão pública. Notícias sem apuração e artigos sem base científica são transmitidos como se fossem de fontes confiáveis, e por aí vai.

Precisamos de informações mas de qualidade. Nessa hora é que entra o valor da apuração e das análises dos conteúdos. Não são problema eventuais diferenças de pontos de vista nessas análises. O que não é aceitável é perdermos nosso precioso tempo com antagonismos apaixonados e pouco racionais. Então, vale o apelo: vamos postar e repassar apenas informações confiáveis, úteis e, preferencialmente, apuradas e analisadas.

Como diz o publicitário João Delpino, membro do Conselho de Presidentes, “informações úteis são aquelas que nos ajudam com soluções, e não apenas servem para nos estressar”.

Júlio Miranda
julio@mirandaconsult.net
julio@conselhodepresidentes.net

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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