Liderança adaptativa na era pós-corona – lições estratégicas do mundo militar

“O mundo pós-corona não será mais o mesmo” – essa frase já virou jargão no meio empresarial e governamental. Mas o que já mudou e o que vai mudar no campo da liderança e da gestão?

Recorri a documentos e artigos de liderança, atuais e antigos, para buscar inspiração para responder a essa pergunta. Encontrei uma pérola guardada no fundo do baú: uma edição de 2010 da Harvard Business Review, cuja capa traz “Lições de liderança do mundo militar”. A HBR buscou nas situações extremas vividas pelas tropas americanas no Afeganistão e no Iraque lições de gestão adaptativa que todo líder deveria entender.

Os desafios que gestores de empresas e de governos encontrarão no campo da negociação extrema, durante a pandemia e no período que a sucederá, exigirão inteligência emocional, técnicas avançadas e sobretudo espírito colaborativo com capacidade de se colocar no lugar do outro, sem perder o propósito e o objetivo da negociação. Teremos situações extremas como negociações com fornecedores, clientes e credores, e relações tensas entre as esferas de poder nos âmbitos federal, estaduais e municipais.

“Nossa sociedade está organizada de forma fragmentada para resolver problemas interconectados”, uma vez disse Oscar Motomura (fundador do Amana-Key). Vamos ter que buscar soluções sinérgicas e colaborativas para vencer a guerra contra o corona e para recuperar a economia na velocidade que a necessidade humana de emprego e renda requer. Negociação efetiva será condição sine-qua-non para avançarmos em qualquer agenda, na medida em que as soluções terão que ser trabalhadas de forma transversal e intersetorial.

Os cinco passos da estratégia militar para uma negociação efetiva em situação complexa e de risco são:

  1. Entenda o quadro geral
  2. Informe-se e colabore
  3. Obtenha genuíno apoio
  4. Adquira confiança
  5. Concentre-se no processo
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Muitas vezes não será você que estará no “front” da negociação, portanto, é importante conhecer bem o seu time, tomar as decisões certas na hora certa, estabelecer um propósito comum e alinhar a missão com todos da equipe, e transmitir a estratégia deixando claro os objetivos mas evitando o microgerenciamento.

Marcos Antônio G. Mandacaru – Assessor Especial para Investimentos Estratégicos do Vice-governador de Minas Gerais

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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