Liderando na Abundância

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Trabalhando há quatro anos para uma universidade norte-americana – Cornell University, tenho a oportunidade de sistematicamente estar em contato com pessoas de diferentes culturas. Sim, as universidades americanas são, em sua maioria, extremamente multiculturais. Nessa rica diversidade cultural, sempre me vejo falando sobre o Brasil.

A pergunta que se repete é sempre a mesma: como está o Brasil? Simples e objetiva, a pergunta nem sempre encontra uma resposta tão direta como desejado. Já tentei partir de várias perspectivas para encontrar uma resposta que me faça sentir confortável e eu que possa fazer coro. Mesmo tendo respondido a essa pergunta mais de uma centena de vezes, ainda não encontrei a resposta certa.

A partir dessa dificuldade pessoal, optei por ouvir dessas pessoas o que elas pensam sobre o Brasil. Vale registrar que converso, também, com brasileiros de todos os níveis e classes sociais. Tenho interesse em ouvir principalmente aqueles que moraram ou moram no Brasil e mantêm uma relação muito próxima com país.

A primeira constatação que chego é a de que moramos num país de muita abundância – para o bem e para o mal que isso represente. Seja pela vasta extensão territorial e litorânea, ou abastada biodiversidade, riquezas hídrico-minerais, produção agrícola, tamanho da população, culturas regionais, entre outros, somos um gigante. Quando se coloca os pontos fortes do Brasil fica difícil encontrar algo semelhante no planeta.

A segunda constatação diz respeito à abundância de problemas estruturantes e conjunturais.  Aqui a lista também tem dimensões gigantes – nível de corrupção, falta de educação em todos os sentidos e perspectivas, violência social, saúde e segurança pública, infraestrutura, instituições enfraquecidas, entre outras. Aqui, quando se coloca todos os pontos negativos juntos, tem-se a sensação de que não temos solução.

No calor das discussões sobre as nossas abundâncias e, sem entrar no debate político, econômico, social, cultural, filosófico, sociológico, religioso, ou de qualquer outra esfera do conhecimento humano, parece existir consenso sobre a necessidade de investimentos em educação – formação e especialização – e gestão – pública e privada.

O investimento em educação é preventivo, estruturante. Garante a melhoria de praticamente todos os outros problemas levantados. Parece retórica, mas historicamente, as nações que optaram por esse caminho não escondem os frutos e as virtudes desse acertado investimento. Diferentes países com diferentes fórmulas, todos que investiram em educação se beneficiaram muito.

O investimento em gestão pode ser considerado conjuntural, embora dependa em grande parte de um bom sistema de educação. De toda forma, treinamentos e cursos em gestão estão vastamente disponíveis, sejam de curta, média e longa duração, online ou presencial, no plano micro ou macro, para todos os níveis sociais, na esfera pessoal ou profissional. Se gestão fosse mania nacional, onde todos se beneficiassem de algum tipo de qualificação, nossa produtividade e competitividade seriam abundantes.

Simples e objetivo: acredite e promova – educação e gestão para quem estiver ao seu alcance!

Oto Morato
Diretor Regional para América Latina dos Programas de Educação Executiva
da Cornell University
oto.morato@gmail.com

 

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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