O papel dos líderes proativos em tempos de crise. Parte 2

 

para artigo do LA

AS METAS NÃO VÃO BAIXAR, ENTÃO FAÇA DIFERENTE.

Você e sua equipe sabem muito bem disso: as metas não vão baixar porque as vendas estão em queda. Portanto, pense nessa lógica e comece a praticá-la já: temos que fazer mais e melhor. Se o assunto é Vendas, novos argumentos devem ser trabalhados nas negociações com clientes mais reticentes. Se o assunto é Processos, novas rotinas devem ser criadas. Com a crise os problemas ficam maiores. Por isso, pense grande, mude as perguntas, mude a forma de olhar e de fazer; enfim mude o que for preciso para encontrar saídas diferentes. Labirintos sem saída com certeza foram mal construídos. Desde sempre, as crises vêm e passam.

CORTE CUSTOS COM DESTREZA

O bom cirurgião é aquele que corta com precisão e nunca fere o nervo. Na empresa não é diferente. Há cortes inteligentes de custos que não ferem o benefício ao cliente. Não hesite em ficar livre de custos que não agregam valor. Converse com a equipe e peça ideias e sugestões de “cortes bem-vindos”. Todos podem e devem contribuir. Premie as boas ideias e coloque-as em prática já. Divulgue os resultados alcançados. Comunique bem para motivar e educar as pessoas.  Fique atento e motive a equipe para agir: a crise tem uma face muito oportuna: faz emergir sub desempenhos camuflados pelos tempos de normalidade. Passada a turbulência, você verá que muito conhecimento foi acumulado e novas práticas foram assimiladas. A crise depura competências.

NÃO CAIA NA ARMADILHA DO PERDE-GANHA

Não existe almoço grátis”. Essa máxima vale muito em tempos de crise. Em outras palavras, os custos de uma crise econômica de alguma forma são pagos pelas empresas, pelos consumidores e por outros agentes. Assim, a ordem do dia na relação com fornecedores e demais parceiros é essa: dividir e nunca transferir prejuízos. Passada a crise, se empurramos o déficit, virá o “troco”, ou seja, a empresa perderá parceiros. É o que chamamos de “parceria de soma zero”: alguém ganhou antes, mas perdeu depois. Treine sua equipe para buscar sinergias e praticar sempre o ganha-ganha nas relações com os diversos parceiros da empresa. Na crise, compartilhe mais.

NUNCA PERCA A VISÃO DE LONGO PRAZO

As empresas com DNA proativo nunca se tornam reféns do presente. Mesmo em tempos turbulentos, elas jamais perdem a perspectiva de longo prazo. É claro que, ao acionar o “modo crise”, a empresa espera que todos refinem o senso de urgência e que tomem ações de efeito imediato. O curto prazo fica mais curto quando a crise aumenta. Nessa hora é preciso agir com inteligência e nunca desrespeitar os princípios e caminhos estratégicos do negócio. Se necessário, reduza investimentos, diminua o passo da execução, cancele ou adie os projetos menos prioritários. Preserve o caixa, mas nunca sacrifique ativos estratégicos. Essa premissa deve ficar bem clara para todas as lideranças da empresa e suas equipes.  Na onda da crise, nunca hipoteque o futuro do seu negócio com planos emergenciais equivocados.

Resumo da ópera: Menos discurso e mais prática.

Crise se combate com muita ação e pouca queixa.

Como bem disse Henry Ford:

“Não encontre defeitos, encontre soluções. Qualquer um sabe queixar-se”.

Leonardo Araújo
Rogério Gava
http://proatividademercado.com.br/

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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