Mudanças à vista

MUDANÇAS à VISTA

 

 

Observamos nos últimos tempos uma busca por novas fontes energéticas de baixo carbono, visando reduzir os impactos sobre o meio ambiente. Há algum tempo atrás, não muito tempo assim, fazíamos a pergunta do que viria substituir o petróleo após a exaustão das reservas existentes, e com que tipo de energia substituta o mundo moderno iria se movimentar.

O professor Rossetti da Fundação Dom Cabral, numa das sempre boas observações, dizia que desde que ele era criança pequena já se tinha uma ideia do fim do petróleo, mas hoje o que vemos é a descoberta de novas reservas adiando cada vez mais a exaustão desse precioso insumo. Fatalmente não veremos o fim desse recurso mineral. Segundo o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo) entre 2030 e 2050, o valor das empresas petrolíferas e o valor do barril declinarão substancialmente.

Isso porque as próprias empresas petrolíferas vêm investindo pesado em alternativas de geração de energia, especialmente na solar e eólica, e estas fontes ganham força com a introdução dos carros elétricos e pela pressão para redução de emissão de gases poluidores.

Mas porque então empresas como a BP (British Petroleum), Total, Glencore, Vitol e Petrochina vem investindo na distribuição de combustíveis líquidos no mercado brasileiro? Uma das principais razões é que o Brasil, sendo o quarto maior consumidor mundial de combustíveis automotivos, provavelmente será um dos últimos países a sofrer por conta dessas pressões, já que os biocombustíveis (Etanol Hidratado, Etanol Anidro e o Biodiesel) representam praticamente 50% do consumo destinado ao mercado automotivo, e, portanto, por aqui o carro elétrico terá certamente mais dificuldade de emplacar comparado com os países da Europa, da Ásia e da América do Norte.

Não podemos nos esquecer também que apesar de produzirmos petróleo em escala para sermos autossuficientes, nossas refinarias, a maioria delas implantadas há várias décadas, ainda não conseguimos produzir combustíveis suficientes para atender a toda demanda nacional, nos obrigando a importar cerca de 22% do diesel e 12% da gasolina consumida internamente.

Daí a importância de direcionarmos investimentos para melhoria da infraestrutura portuária, incentivarmos a implantação de mini-refinarias e formuladores de combustíveis a exemplo do mercado americano, o que facilitaria a pulverização da distribuição de derivados ao longo do país. Sendo assim, a Petrobras poderá direcionar seus investimentos na prospecção e exploração de petróleo aproveitando esses poucos anos rentáveis do petróleo como um dos principais geradores de energia, exportando nosso produto para países que são dependentes da importação dessa commoditie e gerando caixa para o governo investir no desenvolvimento tecnológico em outros setores.

Para se atingir um crescimento sustentável de oferta de derivados equivalente à demanda faz-se necessário atrair investimentos privados, sejam nacionais ou estrangeiros.

Vinicius Antunes Costa
CEO
Netz Rede Colaborativa de postos de gasolina

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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