Nas crises, tenha implacável zelo com seu “caixa”

caixa da empresa

“Se algum dos banheiros da minha empresa estiver com qualquer tipo de problema impedindo sua utilização que não possa ser reparado sem ônus por nosso faxineiro, minha ordem é: ‘Interditem o banheiro!’”
Quem me fez essa declaração foi o CEO de uma das organizações que compõem um grande grupo empresarial.

Motivado pela minha curiosidade ao observar tamanha radicalização, ele demonstrou ter um enorme zelo com a gestão do caixa, justificando:
“Problemas econômicos na empresa, de uma maneira geral, podem ser equacionados no longo prazo. Mas, desequilíbrio no caixa provoca um colapso na organização ou, se preferir, ‘morte súbita’.”

E, continuou: “Nesses momentos de crise aguda, é certo que o faturamento será reduzido, ou seja, a entrada de recursos está comprometida. Por si só, esse já seria um motivo mais do que suficiente para justificar a austeridade com os gastos. Porém, existe outra sombra ameaçadora no horizonte sobre a qual não temos o menor controle: a inadimplência. E a potencialização desses dois fatores pode levar a empresa à “lona”. Portanto, a radicalização é realmente necessária para a sobrevivência no longo prazo.”

De fato, não tenho como discordar do ponto de vista desse empresário e ainda imagino que, além de inocular esse “espírito” de austeridade em todas as pessoas na empresa, duas ações práticas, no mínimo, poderiam ser observadas: sincronia na gestão dos estoques e seleção de parceiros (fornecedores ou clientes) sustentáveis.

  • Vigília na gestão dos estoques: os estoques (de matérias primas e de produtos acabados) são grandes aprisionadores de caixa e seu controle é a tarefa mais importante da gestão da cadeia de suprimentos. Você, como líder, tem que desempenhar um papel fundamental na definição da forma como isso deve ser feito. Uma das alternativas para minimizar o caixa utilizado nos estoques consiste em acelerar o fluxo de informação para conseguir sincronizar a compra de matérias primas, sua entrega ao ponto no qual serão necessárias e a remessa aos clientes.
  • Relacionamentos sustentáveis: épocas de dificuldades inspiram as pessoas a construir relacionamentos duradouros com fornecedores e clientes. Você enfrenta uma queda no faturamento, eles também. Você necessita preservar a saúde do seu caixa, assim como eles. Todos vocês precisam cortar custos. Você não tem como estabelecer parcerias com todos seus fornecedores e clientes, mas precisa avaliar e eleger aqueles que serão parceiros sustentáveis e que poderão contribuir para proporcionar o sucesso da sua gestão.

 

Carlos Pessoa
Palestrante e Consultor
pessoa@carlospessoa.com.br

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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