Tempos difíceis I Mudança necessária

tempos difíceis

O mundo atual passa por processos de transformação velozes e radicais, que impõem às empresas condutas cada vez mais inovadoras e heterodoxas.

A busca por desempenho superior, através da diferenciação, levou algumas empresas a sofisticar seus modelos de gestão, inflando custos, com ofertas de produtos e serviços que nem sempre obtinham o reconhecimento esperado dos clientes.

Há um forte movimento de retorno ao básico bem feito, substituindo o tamanho pela agilidade, o foco no produto pelo foco no cliente e o desempenho a qualquer custo pelo desempenho sustentável.

Mesmo parecendo ser simples o conceito de ser bom no que é básico, a grande dificuldade está em colocá-lo em prática de forma eficaz e competitiva.

Neste contexto, as lideranças mais valorizadas são aquelas que conseguem antever os momentos de incerteza e desenvolver métodos profiláticos de fortalecimento da empresa.

Quando isso não ocorre, muitas vezes a mudança necessária, na busca da eficiência operacional, obriga o gestor a uma conduta normalmente vista como desagradável e impositiva.
Racionalização dos quadros funcionais, fechamento de fábricas, venda de unidades de negócios, reorganização do portfólio de atividades e produtos, cortes de custos, eliminação de privilégios.

Trata-se de tarefa árdua e antipática, semelhante à de um cirurgião que, para manter o paciente vivo, se vê obrigado a amputar-lhe um membro. O impacto da ação e a lembrança do resultado dificilmente são esquecidos.

Diversas empresas, como consequência, investem em programas de transformação da cultura organizacional, de forma a alterar comportamentos e reconstruir toda a organização, na construção da revitalização. Para viabilizar essa mudança é fundamental que as pessoas estejam confiantes e se sintam comprometidas.

A tarefa de revitalização da empresa deve vir acompanhada de um sentimento coletivo de superação, de ganho de energia, capaz de sustentar as melhorias ininterruptas e gerar resultados consistentes e duradouros.

Descobrem-se talentos e estimulam-se carreiras. Valorizam-se as pessoas e promove-se o desenvolvimento de uma cultura de transformação do modelo mental, buscando fazer mais com menos. Oxigenam-se as estruturas, mesclam-se competências.

É difícil, mas necessário, ao líder, nos momentos de incerteza, ter o equilíbrio adequado para bater e assoprar.

 

José Luis Poli
Diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios na Transpes
CEO na JLPOLI Consultoria & Marketing
jose.poli@transpes.com.br

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Este post tem 2 comentários

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    Brandy

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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