Escudo para proteger a sua empresa diante da crise

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escudo 1

Em momentos de alta volatilidade no mercado financeiro, com fortes incertezas políticas e econômicas, cabe às organizações, de qualquer tamanho, se atentarem a dois fatores:
A geração de caixa e a produtividade.

A economia é cíclica, as crises vão em vem, com maior ou menor intensidade. Entretanto, sempre vão existir. As empresas que se atentam, a esses dois fatores, e estão bem posicionadas no mercado,  ficam mais fortes nos momentos de adversidade.

O país passa por um período de alta de inflação, que já ultrapassa os dois dígitos. Mesmo com o aumento da taxa de juros, a inflação não cede. Significa que temos a chamada inflação de custos. Ou seja, existe uma ineficiência na cadeia produtiva, que faz com que o preço de custo dos bens e serviços, sejam mais elevados. Seja pela corrupção, alta carga tributária, nível de educação da população entre outros. O fato é, o Brasil é mais ineficiente que diversos países desenvolvidos e emergentes.

Portanto, as empresas capazes de fazer mais com menos e de adequar seus processos para entregar, exatamente, o que
o cliente precisa e percebe valor, vão ganhar espaço no mercado, mesmo em um cenário político e econômico adverso como o atual. Nesse cenário, com significativa queda de consumo, ser mais eficiente e eficaz é questão de sobrevivência. As pequenas e médias empresas, em função do menor acesso ao crédito, da falta de escala, da concentração em poucos clientes, muitas vezes do mesmo segmento, ficam mais vulneráveis.

A produtividade, aliada com a geração de caixa, permite mais sustentabilidade. Em momentos de crise, a inadimplência aumenta, empresas com operações saudáveis morrem por problemas financeiros, a queda do consumo aumenta a pressão sobre a necessidade de capital de giro. Enfim, nesse contexto, as empresas que estão com caixa, passam por esses momentos, aproveitando oportunidades de compra de concorrentes, o maior poder de barganha com fornecedores etc. Ganhando assim, cada vez mais espaço na cadeia produtiva.

A Geração de caixa e o aumento de produtividade, não são atributos a serem trabalhados única e exclusivamente pelas empresas. O Governo precisa ter uma atuação empresarial. Por mais que seja sem fins lucrativos, um governo, eficiente e eficaz, gera mais benefícios à população e consequentemente eleva o bem-estar social da nação.

O Brasil infelizmente, nesse processo está na contramão do mundo. Os países desenvolvidos e emergentes estão crescendo.
A na economia americana, por exemplo, vem crescendo acima de 3% a.a., são inovadores e altamente produtivos. O desemprego vem caindo e o consumo nos EUA está acima do esperado. A China, por mais que esteja desacelerando, ainda cresce seus 7% a.a. Os Chineses estão investindo em infraestrutura, são altamente produtivos, possuem capital e fontes de recursos baratas para financiar a internacionalização de suas empresas e o seu crescimento. Ainda nem começaram a investir em consumo e a renda per capta já está ultrapassando a do Brasil. Os países da América Latina como Chile, Colômbia, México e Peru estão crescendo, enquanto o Brasil está rumo a uma depressão.

O país está gastando mais do que arrecada, não investe em infraestrutura e por meio de uma política voltada ao consumo, endividou a população que agora não consegue consumir nem quitar as dívidas. O orçamento dos famosos programas sociais, estão tendo que ser cortados. Pior que não dar benefícios sociais é dar os benefícios e depois ter que cortar. Qualquer programa social precisa de consistência.

Infelizmente, com o grau de corrupção do Brasil e perfil dos políticos, gerar caixa e aumentar a produtividade são temas secundários.

Enfim, para as empresas que tiverem bem posicionadas no mercado, o melhor escudo para a crise é a geração de caixa e o aumento da produtividade. Dessa forma, com ou sem a ajuda do governo, é possível sobreviver e sair fortalecido da crise. Aqueles que não fizerem nada nesses dois aspectos vão desaparecer.

Augusto Carneiro CFP® 
Sócio fundador da Top Capital Partners e Membro do Conselho de Presidentes.
augusto@conselhodepresidentes.net

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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