O papel dos líderes proativos em tempos de crise

 para artigo do LA

O comportamento proativo nas empresas é fortemente influenciado pelo contexto gerencial. Nossas pesquisas comprovam: líderes proativos inspiram, estimulam e reconhecem comportamentos proativos. Portanto, se sua empresa quer ser mais proativa no mercado, comece avaliando a postura das lideranças.

A proatividade é sempre forjada de cima para baixo. Não brota por  acaso no solo da empresa. Tem que ser semeada e bem cuidada para florescer. E esse é um trabalho das lideranças: não dá para delegar pra cima e nem pra baixo.

Em momentos de crise, faz toda a diferença o papel dos líderes que se antecipam e que aguçam o senso de urgência e de oportunidade nas equipes. Em tempos de retração de receitas, se o caixa está magro, a vulnerabilidade da empresa aumenta, sem dúvida. Mas se a liderança é passiva ou pouco assertiva ao agir, pior ainda.Não duvide disso: a crise será sempre menos severa para as empresas melhor lideradas.

A crise traz desânimo, desconfiança e pessimismo. É óbvio: ninguém fica mais tranquilo em tempos bicudos. Crise é sinônimo de sinistro. O senso comum é esse: “algo deu errado ou vai piorar”. Ela baixa o astral das equipes, o humor arrefece, há uma sensação de que tudo fica mais difícil. Por natureza, a crise joga contra. Por isso, a melhor maneira de enfrentá-la é encará-la com muito trabalho e objetividade.

Se você é líder e tem uma equipe para gerenciar,  confira a seguir algumas reflexões e ações para continuar enfrentando a crise (com o débil desempenho da economia nos últimos meses de 2015 e o caos no quadro político, já sabemos que 2016 será um ano muito difícil).

FIQUE BEM PERTO DOS SEUS CLIENTES

Os clientes também estão afetados pela crise e buscam saídas alternativas. Pense de que forma a sua empresa pode ajudá-los a encontrar soluções. Para os bons clientes, empenho em dobro. Se a solução passa por redução temporária de preços e flexibilização de condições de pagamento, seja flexível e conceda esse benefício extraordinário. A crise ficará pior sem os bons clientes. Fique bem perto deles, marque presença e faça a diferença no relacionamento. Equipes de vendas proativas agem assim. Essa presença vale ouro, durante e depois da crise. A maneira mais prática de fidelizar clientes é estar ao lado deles, sempre. O mais, são páginas de livros recheadas de recomendações acadêmicas. Na crise, não pense duas vezes em fazer mais pelos melhores clientes.

DÊ UMA INJEÇÃO DE ÂNIMO NA EQUIPE

Enquanto outros choram, eu vendo lenços”. Nizan Guanaes nos inspira muito com essa provocação, sobretudo em tempos de vacas magras. Não deixe o ânimo da equipe baixar pelo pessimismo. Os pessimistas de plantão adoram a crise porque dela se alimentam. Há muitas oportunidades ocultas na crise. Só as mentes mais preparadas – e menos afetadas pela “sinistrose” – são capazes de percebê-las. Procure por boas notícias (sim, elas existem além das manchetes) e compartilhe com a sua equipe. Crie uma “reunião de bom dia” para compartilhar boas notícias. Isso faz bem, eleva o astral da turma, areja as mentes e abre novos caminhos. Crise é momento para empreender mais.

A parte 2 será publicada amanhã.

Leonardo Araújo
Rogério Gava
http://proatividademercado.com.br/

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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