O valor agregado pela área de Compras nas empresas

 

compras

Compras é uma das áreas com maior potencial de agregar valor às empresas, contribuindo para estratégia, competitividade e rentabilidade das empresas,

podendo agregar até 20 vezes mais valor do que a área de Vendas.

A contribuição da área de compras para a estratégia e para a competitividade, segundo Leenders (1993) pode ser obtida através de ações como:

  • Combate ao aumento do custo dos materiais e serviços;
  • Redução da necessidade de capital investido em ativos fixos e estoques;
  • Aumento da qualidade dos materiais e serviços fornecidos;
  • Redução do percentual de custo dos materiais nos produtos vendidos;
  • Influência em produtos e processos com a experiência trazida por fornecedores.

A contribuição para a rentabilidade é a característica mais citada pela maioria dos autores como sendo uma das contribuições essenciais da área de Compras.
Autores como Heinritz (1983), Hough (1992), Leenders (1993) e Baily (1999) apresentaram explicações muito similares para mostrar a importância de Compras.

Eles basicamente argumentam que uma empresa típica nos USA possui uma rentabilidade média entre 5% e 20% o que implica que para cada dólar a mais obtido pela área de Vendas, cerca de 5 centavos são ganhos, e pontuam que para cada dólar economizado pela área de Compras é 1 dólar “ganho”.

Leenders (1993) desenvolve raciocínio similar aos dos outros autores, detalha diversos setores produtivos e calcula que o custo médio de material representava cerca de 57% do valor de um produto vendido das empresas manufatureiras. Leenders (1993) comparou a rentabilidade de Vendas e Compras e concluiu que Compras gerava ganhos 20 vezes maiores do que os obtidos pela área de Vendas.

A percepção desta importância pode ser avaliada, segundo Baily (1999), de acordo com três regras criadas por David Farmer às quais ele denominou “Leis de Farmer”. Segundo Farmer a importância percebida da área de Compras aumenta à medida que:

  1. A empresa tem um tempo de ciclo de vida do produto reduzido;
  2. A empresa atua em mercados voláteis;
  3. A empresa gasta parte significativa de seu faturamento na aquisição dos bens e serviços necessários para o negócio;

Pode-se ainda observar que, dependendo do segmento de mercado em que as empresas atuam e dos modelos de negócios adotados, as estruturas de Compras assumem diferentes configurações visando melhor atender à estratégia.

Por isto, a organização de uma área de Compras de uma empresa do segmento de varejo (que compra para revender) é bem distinta de uma empresa do segmento de produção de bens (que compra para produzir itens padronizados) e de uma empresa do segmento de construção de infraestruturas elétricas (que compra sob demanda para um projeto específico).

Resumindo, a área de Compras tem grande potencial para agregar valor nas empresas, desde que esteja alinhada à estratégia, aos processos internos e ao segmento de mercado onde a empresa atua, sem esquecer de que profissionais competentes são o recurso mais importante em qualquer área.

Este artigo pode ser lido também no linkedin em: https://www.linkedin.com/today/post/article/o-valor-agregado-pela-%C3%A1rea-de-compras-nas-empresas-lopes?trk=prof-post

 

Carlos Renato Lopes
crlopes@yahoo.com

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Gestor

Paulo de Vasconcellos Filho, 67 anos, atua como Consultor há 43 anos orientando processos de Planejamento Estratégico em 378 empresas de pequeno, médio e grande porte, que atuam nos mais diversos setores. Publicou seis livros sobre Planejamento Estratégico, sendo o primeiro em 1979 e o mais recente publicado pela Editora Campus, com o título “Construindo Estratégias para Vencer!”

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